Os casos sobre mortes por uso indevido de armas continuam sem parar. Raro é o mês em que não somos confrontados com uma notícia sobre alguém que morreu porque uma criança ou adolescente utilizou indevidamente uma arma. Hoje foi mais um desses dias, ao se saber que uma criança de dois anos atingiu mortalmente a sua mãe. Falta de legislação e completo desleixo da população levam a tragédias constantes, mas o governo nada faz contra esta tradição americana.

Desta vez a tragédia teve como vítima uma mulher com pouco mais de 20 anos, que foi baleada mortalmente pelo seu filho de apenas dois anos. Este caso aconteceu em Haydan, no norte de Idaho, mais concretamente num supermercado da Walmart.

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Tudo indica que a criança em questão terá retirado a arma da mala da vítima e posteriormente a terá disparado acidentalmente. O supermercado foi encerrado de imediato e as autoridades encontram-se a efetuar as investigações obrigatórias, sabendo de antemão o que se passou. Como principais testemunhas estão três outras crianças que também acompanhavam a vítima.

Não sendo este um caso isolado, nem nada que se pareça, a questão sobre a legislação sobre o uso e posse de arma contínua a dar que falar nos EUA. A generalidade da população não pretende que passem a existir restrições na venda e na posse de armas, utilizando como argumento a tradição americana e a liberdade de cada americano se proteger. Liberdade essa que vitimiza dezenas de pessoas por ano através de acidentes e centenas devido a massacres realizados por adolescentes e adultos sem qualquer capacidade mental para terem livremente acesso à compra destas armas.

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No entanto, sempre que existe este tipo de tragédia, voltamos a ouvir as promessas e intenções de resolver esse flagelo, sem que nada seja feito.

Por de trás da referida liberdade está na verdade uma grande indústria que não aceita ver o seu negócio reduzido. A tradição americana é na verdade a de produção e venda de armas e não a de que cada um dos seus habitantes se possa proteger. Como é de conhecimento geral, são as grandes indústrias que patrocinam as campanhas dos candidatos à Casa Branca e dessa forma qualquer que seja o presidente eleito, nada se pode fazer contra quem o ajudou a tomar conta da Sala Oval.

O país que se intitula de maior ícone da democracia, continua a dar tiros nos pés no que diz respeito à defesa da população. Os interesses que são sempre defendidos são económicos e quem paga são os habitantes com a sua vida.