No final de 1944 a Alemanha Nazi estava já mortalmente ferida. Independentemente da quantidade de teorias que possam surgir acerca do que poderia ter sucedido se Hitler tivesse mais tempo pela frente, a verdade é que o resultado da Segunda Guerra Mundial estava decidido desde, pelo menos, 1943. Há quem diga que estaria decidido desde o início da mesma, mas talvez isso seja exagero. No inverno de 1944, contudo, o alto-comando alemão tentou um derradeiro ataque, com vista a cortar as já longas vias de abastecimento dos Aliados Ocidentais na França e na Bélgica e, acreditavam eles, talvez mesmo parar por completo o seu avanço e até comprometer a Aliança.

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Foram, claro, demasiado otimistas nas suas ambições, e as perdas nas Ardenas iriam custar homens e material que teriam sido vitais na defesa de Berlim, daí a quatro meses.

A verdade no terreno era que o Terceiro Reich estava a ser lento e seguramente empurrado contra a sua própria capital, com exceção do teatro italiano, onde o terreno montanhoso permitia uma defesa cerrada. Conseguir eliminar uma destas frentes era visto como de importância vital, pelo que o grande ataque foi preparado em segredo, tendo em vista um avanço através das florestas das Ardenas, no sul da Bélgica, a mesma estratégia que havia permitido a vitória contra a França em 1940. Mais ainda, o tempo tempestuoso desta altura do ano iria anular a maior vantagem dos Aliados Ocidentais: a sua poderosa força aérea.

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Utilizando grupos de comandos disfarçados de soldados americanos, os alemães conseguiram preparar o terreno para o que seria uma surpresa total, que esmagou as fracas defesas aliadas. No entanto, deram-se importantes atrasos em áreas onde as defesas americanas se revelaram mais determinadas do que os alemães haviam imaginado, sendo o exemplo mais conhecido a quase lendária defesa de Bastogne. O frio terrível e as doenças relacionadas com as terríveis condições de combate também foram desgastando os homens de ambos os lados. Apesar desta realidade e dos sucessos ocasionais dos alemães, no geral a resistência aliada revelou-se determinada, e pelo final do mês começaram a ocorrer as primeiras faltas de combustível e munições, situação que contribuiu grandemente para o resultado final.

Por esta altura o tempo começou a melhorar e a aviação aliada lançou-se contra as linhas de abastecimento e concentrações de tropas alemãs. Ao mesmo tempo os aliados lançaram os seus próprios contra-ataques, finalmente forçando o inimigo a recuar de volta à Alemanha.

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A segunda metade de Janeiro de 1945 foi passada com os alemães a montar uma retirada tática que, ironicamente, causou mais baixas do que as ofensivas precedentes. No total, ambos os lados perderam cerca de 100.000 homens cada, assim como centenas de carros de combate e aeronaves, fazendo desta uma das maiores batalhas da guerra. No entanto os Aliados seriam capazes de substituir as perdas com facilidade. Os alemães, por outro lado, esgotavam o pouco que ainda lhes restava, contribuindo assim para a sua própria derrota final. #História