Os países mais poluentes devem efetuar cortes profundos nas emissões de CO2. Uma verdadeira maratona por parte dos representantes de 195 países que alcançaram um entendimento histórico na conferência de Lima. Este pequeno passo dado, para o "Protocolo de Paris", representou um gigantesco salto para o real acordo em 2015 no combate às alterações climatéricas através do controlo as emissões de gases. A China está no topo das nações que necessitam de um controlo, por causa do rápido crescimento, seguido por EUA, União Europeia e Índia. Apesar dos entraves colocados por estas economias, China e Índia mostraram-se satisfeitas com as decisões, enquanto os EUA saíram agradados com o acordo alcançado.

Publicidade
Publicidade

O texto foi inicialmente considerado fraco, pela China, por não acautelar a diferenciação entre os países. A necessidade de alcançar uma decisão que agradasse a todos os grupos que discutiam estas questões climáticas criou um impasse. Os países em desenvolvimento de um lado, incluindo as economias emergentes, contrapondo com a União Europeia, Japão, Rússia, Austrália, Canadá e EUA. Uma cedência de última hora permitiu que o texto denominado "Chamamento de Lima para a Ação sobre Clima" ganhasse forma e consequentemente aprovado na madrugada deste domingo. Os dois pilares deste plano assentam em medidas concretas para cortar emissões de CO2, reduzir a desflorestação e um investimento em questões de energias renováveis bem como as contribuições intencionais (metodologia para metas voluntárias de redução no 1.º semestre de 2015).

Publicidade

"Lima é um importante trampolim para Paris, onde temos uma oportunidade histórica para enfrentar o maior desafio para o nosso planeta hoje. O acordo final em Paris deve espelhar as realidades económicas atuais. Isso significa que precisamos cada grande economia para desempenhar o seu papel. […] é hora de agir", referiu o Comissário da UE para a Acção Climática e Energia Arias Cañete dias antes da conferência no Peru. O entrave entre ricos e pobres, desde que começaram as conferências anuais de clima, faz 20 anos, dificultou as negociações desde a primeira hora, mas superou barreiras com um compromisso de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas", tendo em conta as circunstâncias nacionais de cada qual. #Ambiente