Vinicio, hoje com 53 anos, vivia uma vida normal; alegre, bem disposto e com vontade de viver. Porém, quando completou 15 anos, a sua vida mudou drasticamente. Nasceu em Isola, que é uma pequena cidade provinciana (em Itália), e foi-lhe detectada, na puberdade, uma doença um tanto ou quanto rara - neurofibromatose do tipo 1, vulgarmente denominada de Recklinghausen. As consequências desta doença passam pelo aparecimento de tumores em todo o corpo, provocando dores insuportáveis. Alguns dos indíviduos vítimas desta doença ficam de tal forma desfigurados que nem a própria família lhes consegue tocar; Vinicio, por sorte, tem a tia que o apoia incondicionalmente.

Se a verdade é que esta doença ainda não tem cura, para Vinicio a cura passa por orar a Deus.

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E sem nunca perder a fé, aguenta há cerca de 38 anos esta doença que prejudica o seu dia-a-dia. No entanto, Vinicio não perde a alegria que lhe é característica. Gasta cerca de 130 euros mensais para oferecer flores às enfermeiras que o ajudam no hospital. Também o seu grupo de amigos costuma ir com ele para assistir a jogos de futebol ou ir jantar fora. Contudo, existem também aqueles que o tratam mal e o menosprezam. Vinicio contou a uma jornalista do jornal italiano "Panorama" que "uma vez, no hospital, eu estava trocando de roupa quando um médico africano entrou na sala. Ele olhou para mim e ficou imóvel - explicou Vinicio. Um pouco mais tarde, ele foi pedir-me desculpas. Contou-me que, em África, tinha visto doenças terríveis, mas nunca se tinha deparado com algo tão devastador. As suas palavras impressionaram-me muito.".

No meio de um estilo de vida tão devastador, Vinicio encontrou o amor e o carinho que precisava no Papa Francisco, que o abraçou em plena Praça de São Pedro, na semana que termina hoje.

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Vinicio, emocionado, diz que, para além de o Papa ter umas mãos tenras e macias, "não teve medo de me abraçar. Enquanto ele me acariciava, eu só sentia o seu amor".

Os médicos que acompanharam Vinicio disseram que ele aos 30 anos estaria morto. No entanto, a fé manteve-o vivo e foi aos 53 anos que esse seu amor por Deus foi reconhecido com um abraço do Papa Francisco que, tal como Vinicio descreve, foi "pouco mais de um minuto, mas pareceu uma eternidade."

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