Oito de Dezembro de 2004. Os Damageplan, banda de heavy metal onde pontificava um dos grandes guitarristas do estilo - Dimebag Darrel - atuavam na sala Alrosa Villa, em Columbus, Ohio, quando o impensável aconteceu. Um homem, mais tarde identificado como o ex-marine de 25 anos Nathan Gale, irrompeu do público para o palco com uma arma de fogo e começou a disparar. O jovem, que tinha um historial clínico de doença mental, parecia ter como alvos definidos o guitarrista e o seu irmão Vinnie Paul, baterista, ambos ex-elementos dos influentes Pantera, devido a um qualquer ressentimento pelo final da carreira da banda anterior dos irmãos. A verdade é que Gale abateu Dimebag Darrell e três outras pessoas, ferindo mais três antes de ser morto pelo polícia James D.

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Niggemeyer, que chegou ao local poucos minutos depois do tiroteio ter começado.

Numa entrevista recente ao jornal local The Columbus Dispatch, Niggemeyer revelou que, uma década após os acontecimentos, já não pertence à polícia, em boa parte devido ao peso emocional dessa noite. Permaneceu na unidade de patrulha durante mais três anos mas, a conselho médico, a chefia decidiu que não devia manter-se na unidade de resposta rápida, tendo-o transferido para a unidade de investigação a roubos, como detetive. Hoje, tem um emprego municipal fora da polícia e continua a ter apoio psicológico.

"Foi-me diagnosticado stress pós-traumático e distúrbio de ansiedade", disse Neggemeyer na entrevista. "Depressa descobri que não temos controlo sobre o nosso cérebro. Ele faz o que quer.

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Os polícias são pessoas normais e as coisas afetam-nos na mesma maneira que afetam os outros cidadãos. Revivemos os acontecimentos e temos de lidar com as consequências", continuou. O ex-agente, que abateu Nathan Gale por trás quando este segurava um refém - um elemento da equipa técnica dos Damagepaln, já ferido - e quando ainda tinha 35 balas na câmara da arma, revelou pouco depois dos acontecimentos que, poucas semanas volvidas da fatídica noite, recebeu uma carta da mãe de Gale dizendo que percebia que o agente "Tinha apenas cumprido a sua função e que não lhe desejava qualquer mal".