A morte de Angalifu, um rinoceronte branco do Norte em cativeiro num jardim zoológico de San Diego, na Califórnia, reduziu ontem para cinco o total de membros desta subespécie que se sabe existirem ainda no planeta. O desaparecimento deste macho de 44 anos - que, ao que tudo indica, terá morrido de causas naturais - coloca assim a subespécie ceratotherium simum cottoni ainda mais próxima do risco de extinção total. Em declarações à imprensa, o curador do Parque de #Animais Selvagens de São Diego, Randy Rieches, falou numa "perda tremenda para todos" e recordou o perigo pelo qual a subespécie passa actualmente.

Recorde-se que em Outubro deste ano um outro exemplar (fêmea), igualmente em cativeiro, faleceu em Nanyuki, no Quénia.

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Os cincos membros que ainda restam da subespécie Norte do rinoceronte branco podem ser encontrados em jardins zoológicos ou reservas naturais no Quénia, na República Checa e na Califórnia, Estados Unidos.

Mas ao reduzido número de rinocerontes brancos do Norte que ainda restam acrescenta-se um outro problema: a incapacidade de assegurar que estes exemplares em perigo crítico de extinção se reproduzam, apesar das diversas tentativas. Este aspecto, já documentado pelos responsáveis do instituto de conservação de Ol Pejeta, no Quénia (que tem ao seu abrigo três dos cinco membros sobreviventes), tem levado os especialistas a ponderar alternativas artificiais de reprodução.

Em cima da mesa parece estar a hipótese de fertilização in vitro, recorrendo a exemplares fêmeas do rinoceronte branco do Sul - a outra variante da espécie, que conseguiu evitar a extinção no passado e que se encontra, actualmente, fora de perigo.

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Entre as principais causas que levaram ao desaparecimento quase total destes animais encontra-se sobretudo a caça desenfreada, motivada pelos chifres. O habitat natural da subespécie do Norte fixava-se nas savanas da África Central, embora todos os exemplares que restam se encontrem hoje em cativeiro. Já o congénere do Sul reside em diversas regiões no Sul de África. #Natureza