O lançamento da nave espacial Oríon, inicialmente marcado para as 7:05 (hora local) de quinta-feira, para um voo teste não-tripulado de 4,5 horas, foi adiado para a mesma hora de sexta-feira, devido a uma avaria mecânica nas válvulas de combustível. O dia foi preenchido com testes às válvulas de abastecimento de hidrogénio líquido, que deveriam ter fechado alguns minutos antes do lançamento, para assegurar que o problema não volte a acontecer. "Estamos muito confiantes de que vamos ser capazes de corrigir o problema no equipamento", disse Dan Collins, Director de Operações da United Launch Alliance.

Durante o seu primeiro voo de teste não tripulado, a Oríon elevar-se-à a uma altitude de cerca de 5.800 Km (15 vezes mais alto do que a Estação Espacial Internacional), efectuando duas órbitas à volta da Terra.

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Quatro horas e meia depois, irá amarar no Oceano Pacífico, a cerca de 965 Km da costa da mexicana (Baja California). Na senda das naves Apolo, mas desenhada para a exploração do "espaço profundo" (para além da órbita terrestre), a Oríon é maior e mais espaçosa, podendo levar até 4 astronautas em missões de 21 dias, ou 6 em missões mais curtas. Porém, o primeiro voo tripulado só está previsto para 2021.

"Não temos esta sensação há muito tempo, desde o fim do programa Shuttle," disse Mike Sarafin, Director de Voo do Johnson Space Center, na apresentação de quarta-feira. "É o começo de algo de novo: a exploração do espaço profundo."

Embora não tripulada, a nave espacial Oríon não vai vazia: leva os nomes de mais de um milhão de pessoas num micro-chip do tamanho de uma moeda de dez cêntimos, bolachas do Monstro das Bolachas da Rua Sésamo, vestígios fósseis de um Tiranossaurus Rex do Museu de Ciências de Denver, uma pequena amostra de solo lunar, mangueiras de oxigénio de um fato espacial lunar da Apolo 11, e ainda caixas cheias de bandeiras, poesia e música.

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Apesar de a Oríon não ter descolado na primeira data prevista, tudo funcionou conforme previsto nas simulações e aprendeu-se muita coisa, segundo os oficiais responsáveis. "O nosso plano é voar amanhã," disse Mark Geyer, Gestor do Programa Oríon.