Um violentíssimo ataque talibã vitimou ontem 132 crianças e jovens numa escola militar em Peshawar, no Paquistão. O assalto dos terroristas provocou, no total, 141 mortos e 124 feridos, de acordo com dados das agências noticiosas internacionais. Os sete terroristas talibã foram mortos pelo exército paquistanês.

O ataque terá sido uma vingança pela morte de 1600 guerrilheiros talibã, nos últimos meses. De acordo com um porta-voz do exército paquistanês, os terroristas entraram no quartel-escola armados e equipados com coletes cheios de explosivos. O objectivo seria matar indiscriminadamente e não fazer reféns.

Notícia do ataque dos talibã no Paquistão está a chocar o mundo

A notícia está a chocar o mundo e mereceu a condenação de Malala Yousafzai, prémio Nobel da Paz, que foi, ela própria, alvo de uma tentativa de assassinato por parte dos talibã.

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Os principais líderes mundiais também já condenaram este acto hediondo, que surge um dia depois de outro incidente com extremistas islâmicos, em Sidney, Austrália, que resultou na morte de 3 pessoas após um sequestro num café.

Estes ataques coincidem com a ocorrência de violentos combates entre as tropas do Estado Islâmico e forças apoiadas pelo Ocidente, nomeadamente curdas e iraquianas. Numa altura em que a Al Qaeda começava a cair no esquecimento, após os anos sangrentos que se seguiram ao 11 de Setembro de 2001, a ameaça terrorista reapareceu no horizonte e promete desenvolvimentos sangrentos nos próximos tempos.

Maioria das vítimas de ataques terroristas até hoje são muçulmanas

Numa tentativa de extremar posições entre o mundo ocidental e o mundo islâmico, os extremistas provocam acções bárbaras que, até à data, causaram uma grande maioria de vítimas muçulmanas.

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Portugal tem sido, até à data, poupado a este tipo de ataques terroristas, apesar de ter tentado colocar-se na charneira da luta anti-terrorista aquando do pacto dos Açores, firmando na altura por George W. Bush, Tony Blair e Jose Maria Aznar, sob o abnegado patrocínio do então primeiro-ministro, Durão Barroso.