No último Sábado, dia 7 de Dezembro, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse à imprensa italiana que foi "o promotor de justiça do Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano quem abriu a investigação". A investigação recai sob um trio, da qual fazem parte dois ex-diretores do banco do Vaticano e ainda um advogado. Os nomes dos indivíduos em causa não foram revelados, mas os três são suspeitos de desvio de dinheiro. A decisão de avançar com a investigação vem no seguimento de um alegado desvio de verbas em várias operações imobiliárias "realizadas no período de 2001 a 2008".

Estas investigações "surgiram no processo de revisão interna iniciada no início de 2013".

Publicidade
Publicidade

Jean-Baptiste de Franssu, chefe do conselho IOR, afirmou também que "estamos muito satisfeitos que as autoridades do Vaticano estejam a tomar medidas decisivas". O banco, conhecido oficialmente como Instituto para Obras de #Religião (IOR), disse que estas operações estão em investigação e que já foram tomadas várias medidas. Exemplo disso são as contas no IOR, detidas pelos indivíduos em questão, que estão já bloqueadas a título cautelar há algumas semanas. A investigação e o inquérito judicial em curso não permitem que o Vaticano dê mais informações sobre o caso em questão.

O IOR foi tentando livrar-se da reputação de vários negócios escusos na sequência de uma série de escândalos de lavagem de dinheiro no passado, nomeadamente o branqueamento de capitais da máfia, entre outros. Depois da eleição do Papa Francisco, no ano passado, a sua missão também tem passado por "limpar" o Vaticano.

Publicidade

Vemos que muitas das suas ações concentram-se em melhorar a transparência desta instituição centenária. O Papa Francisco defende ainda o valor do IOR como uma instituição muito importante, que tem a missão de fazer o bem na e pela Igreja Católica. É importante referir que o IOR, ou Banco do Vaticano, é uma instituição financeira por onde passam todos os fundos das atividades de todas as congregações do mundo.

A primeira medida tomada pelo Papa aconteceu a 24 de junho de 2013. O Papa Francisco criou uma comissão especial de investigação Pontifícia (CRIOR) para estudar a reforma do IOR. No dia 7 de abril de 2014, o Papa aprovou recomendações sobre o futuro e gestão do IOR, que foram desenvolvidas em conjunto pelas comissões. Nesse mesmo dia, o Papa aprovou uma proposta sobre o futuro do Instituto, reafirmando a "importância da missão do IOR para o bem da Igreja Católica, a Santa Sé e o Estado da Cidade do Vaticano", como foi divulgado numa declaração do Vaticano.