O ano de 2014 regista um novo recorde na captura e abate ilegal de rinocerontes na África do Sul. Ao todo, e de acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Ambiente deste país, só no ano passado foram mortos 1.215 exemplares desta espécie. Por detrás da caça desfreada de rinocerontes está a popularidade e valor que os seus chifres têm em alguns países asiáticos, cenário que preocupa as autoridades e que já motivou novas medidas de protecção.

Em comparação ao ano anterior, os números oficiais de 2014 denunciam um aumento de 21% na quantidade de rinocerontes capturados clandestinamente. Sabe-se, ainda, que mais de metade destes animais terá sido abatida no Parque Nacional de Kruger, a maior área de conservação de animais selvagens do mundo.

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Um outro aspecto que estes dados acentuam é a tendência para o aumento da caça ilegal que se tem verificado ao longo da última década, aspecto que tem levado as autoridades e políticos a associar esta prática a redes de crime organizado.

Em declarações à imprensa, a ministra do Ambiente da África do Sul, Edna Molewa, considerou que o número de rinocerontes capturados ilegalmente tem sido "gravemente alto", mas garantiu que estão a ser tomadas medidas para combater o problema. De acordo com a BBC, mais de uma centena de exemplares terão sido já transferidos para outros locais - e até mesmo para fora do país - de forma a tentar garantir a sua segurança. Esforços que, ainda assim, estarão longe de sossegar as organizações de protecção de animais que se queixam do uso, por parte de caçadores, de armas e equipamentos cada vez mais sofisticados.

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Uma das causas que explica a intensidade da caça desfreada aos rinocerontes sul-africanos está na popularidade que os chifres destes animais têm em países como o Vietname ou a China, onde a este tipo de objectos são atribuídas capacidades medicinais. As autoridades acreditam ainda que o facto de estes chifres serem mais valiosos do que o ouro em certos mercados da Ásia tem motivado o desenvolvimento de redes criminosas, dedicadas especificamente à captura destes animais. Edna Molewa estima que o tráfego internacional de chifres poderá, de facto, movimentar "muitos biliões de dólares". #Natureza