Angelina Jolie passou o passado domingo no Iraque, onde visitou um campo de refugiados no norte do país. A actriz, enviada das Nações Unidas para os refugiados, foi recebida com sorrisos de crianças e adultos que sobreviveram a ataques do ISIS. Jolie embarcou numa visita oficial de dois dias à região autónoma do Kurdistão, onde visitará refugiados sírios e cidadãos iraquianos transferidos, num total de 3,3 milhões de pessoas. A visita de Angelina ao país só foi anunciada quando esta chegou ao terreno, devido a questões de segurança.

A actriz foi vista a sair de Los Angeles na passada sexta-feira, e não se juntou ao marido Brad Pitt nos prémios "Producers Guild Awards" no dia seguinte. Já no Domingo, Jolie viajou para o campo Khanke, criado no passado mês de Dezembro, que abriga iraquianos deslocados, que sobreviveram a raptos e outro tipo de ataques de jihadistas do Estado Islâmico, também conhecido por ISIS, ou ISL. No campo, há cerca de 20 mil adultos e crianças que vivem em tendas lotadas, e bebem água de contentores doados pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha.

Citada pelas Nações Unidas, Jolie afirmou: "Crianças cujos pais foram assassinados e estão agora sozinhas, uma pessoa de 19 anos que trabalha e é sustento para os seus sete irmãos. Conheci mães cujos filhos foram raptados pelo ISIL. Como mãe, não consigo imaginar horror maior. Elas estão assoberbadas com a ideia do que poderá estar a acontecer aos seus filhos".

No campo, a actriz e humanitária também conheceu mulheres que sobreviveram a raptos e perderam contacto com membros da suas famílias. Segundo as Nações Unidas, milhares de sírios escaparam para o Iraque e países vizinhos como a Turquia, o Líbano, a Jordânia, ou o Egipto. "Demasiadas pessoas inocentes estão a pagar o preço do conflito na Síria e do aumento do extremismo. Expresso a minha maior solidariedade para com a família de Haruna Yukawa, o refém japonês que terá sido assassinado na Síria no sábado, e para todas as famílias destes actos vis e extremos", declarou Angelina. #Famosos