Segundo noticia a agência Associated Press, a Al- Qaeda localizada na região do Iémen assume a total responsabilidade e financiamento nos ataques verificados em França nas últimas 53 horas. Os irmãos Kouachi e Amedy Coulibaly terão recebido treino militar e planeado todo o ataque à redacção do Charlie Hebdo de uma forma meticulosa. " Vingar o profeta Maomé" terá sido a principal motivação da organização terrorista.

Em comunicado feito no YouTube, o líder da Al- Qaeda no Iémen congratulou os seus soldados, designando-os como fiéis e mensageiros da vontade de Deus. " Enquanto não houver limites à liberdade de expressão e se continuar a ridicularizar a nossa religião, mais ataques serão organizados e efectuados", revelou.

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Ainda no mesmo vídeo, o líder deixa uma ameaça a toda a França, revelando que mais atentados estarão a ser programados. "A França é um membro activo e preponderante na luta contra o Islão e pagará por isso", concluiu.

Esta declaração vem de encontro às informações veiculadas recentemente pela comunicação social internacional: vários atentados terroristas estarão iminentes e são uma "ameaça séria", principalmente em países como os Estados Unidos, França e Reino Unido. Depois do atentado no Charlie Hebdo, Espanha, Itália e o Reino Unido elevaram a sua escala de vigilância como prevenção a possíveis ataques. A vigilância e segurança nas ruas e principalmente nas fronteiras será reforçada.

Terminados os três dias de verdadeiro terror, que chocou e sensibilizou todo o mundo, a normalidade será lentamente reposta nas cidades francesas.

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Charlie Hebdo poderá ter perdido muito do seu talento devido a um ataque cobarde, que tinha como objectivo terminar com a revista, mas a publicação satírica e toda a comunicação social francesa nunca estiveram tão fortes. Ainda assim, a Al-Qaeda considerou o atentado uma vitória e prometeu que este será apenas o início, tentando promover ao máximo o medo entre populações ocidentais - o grande objetivo das organizações terroristas.