Há 70 anos os campos de extermínio perdiam-se de vista numa área com dezenas de quilómetros quadrados, onde tinha lugar.um horror maior do que alguma vez se imaginara. Quando os soldados do exército vermelho alcançaram Auschwitz, a cerca de 60 quilómetros da cidade polaca de Cracóvia, já os nazis sabiam que o mundo tinha conhecimento do mais vil capítulo da ideologia que dominava no Terceiro Reich. Em declínio na segunda Guerra Mundial, os alemães antecipavam a chegada das tropas soviéticas com evacuações, massacres e destruição do principal campo de extermínio dos judeus.

A 27 de Janeiro de 1945, um sábado à tarde, quando os soldados cruzaram os portões, restavam pouco mais de 7 mil prisioneiros. Ninguém lhes dissera que este seria o dia da libertação, mas a tão ansiada liberdade correu por entre os sobreviventes.

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70 anos depois, a idade trai a memória dos que voltam a Auschwitz para contar como viveram.

Passem os anos que passarem, a atual líder da Alemanha reconhece que é preciso não esquecer o significado deste memorial do Holocausto. Merkel afirmou que "Auschwitz é um sinal do que as pessoas podem fazer umas às outras, é uma terrível censura na #História da Humanidade". À entrada do campo de concentração onde morreram pelo menos um milhão e trezentas mil pessoas, entre 1940 e 1945, pode ler-se a seguinte frase: "O trabalho liberta". Com a libertação, há 70 anos, abriram-se os portões; a inscrição ficava para trás e para sempre ficou.

Os sobreviventes recordaram as imagens de terror que vivenciaram, relataram o verdadeiro clima de terror em que viveram e em que se matavam pessoas sem qualquer justificação.

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Polacos, checos, húngaros, franceses, italianos… de toda a Europa chegavam comboios carregados de homens, mulheres e crianças com a estrela de David bordada nas roupas.

27 de Janeiro foi designado como o dia internacional da lembrança do Holocausto pela Nações Unidas e as ruínas são Património da Humanidade. Local turístico, com 30 milhões de visitas anuais, este ano contou também com as memórias dos ainda 300 sobreviventes do Holocausto.