O grupo islâmico Boko Haram continua a fazer alastrar o terror em terras da Nigéria. Este domingo, dia 25 de Janeiro, foi a vez da capital de Borno (Maiduguri) ser alvo de ataques. Um local onde se sabe que milhares de pessoas se refugiaram depois de fugirem das vilas e das aldeias conquistadas por estes combatentes. Ironicamente, o Presidente Goodluck Jonathan tinha visitado a cidade no sábado, prometendo que o território controlado pelo Boko Haram iria ser reconquistado. Numa operação simultânea, a cidade de Monguno (junto à fronteira com Chade) foi tomada pelos radicais.

Tanto a agência noticiosa AFP como a Reuters falam de mais "um ataque violento".

Publicidade
Publicidade

Ao que tudo indica, as explosões e os tiros tiveram início ao amanhecer na zona de Njimtilo, nos arredores da cidade de Maiduguri. Estabelecimentos comerciais e escolas estão fechados. Em declarações à Reuters, uma moradora no bairro de Moronti descreve um clima de autêntico terror: tiros, explosões e pessoas atingidas por rockets enquanto tentavam fugir da cidade.

Sabe-se também que o exército nigeriano, juntamente com a Força Aérea, está a tentar travar os avanços do grupo do Boko Haram que, recorde-se, já em Dezembro de 2013 tentou dominar esta importante cidade da Nigéria. A população não poupa críticas ao Governo de Jonathan, por não conseguir impedir os avanços do Boko Haram. No próximo dia 14 de Fevereiro os nigerianos elegem um novo presidente e um novo parlamento e Goodluck Jonathan está novamente na corrida.

Publicidade

Desde 2009 que este grupo islâmico cujo nome em português significa "contra a educação ocidental", leva a cabo a missão de criar um estado islâmico no Nordeste da Nigéria. Desde então que controla uma vasta área num conflito violento, com milhares de mortos e cerca de um milhão de refugiados.

Recentemente vieram a público imagens via satélite onde se pode ver o antes e o depois das cidades de Baga e de Doron Bagan, alvos de ataques no início de Janeiro deste ano. Acredita-se que tenham morrido pelo menos dois mil civis, apesar de o governo de Goodluck Jonathan afirmar que foram 150 vítimas. #Terrorismo