Informações avançadas esta Terça-feira indicam que durante um ataque aéreo realizado na Síria no Domingo passado, caças da Força Aérea Israelita teriam causado a morte de um general iraniano que coordenava operações conjuntamente com militantes do Hezbollah. Apesar de Israel não ter admitido o ataque, as fortes indicam que os militares hebraicos desconheceriam a presença do General Mohamed Allahdadi entre as milícias libanesas, que incluíam o filho do líder da organização, Imad Moughniyeh, também ele morto no ataque. Entretanto, as autoridades iranianas já vieram afirmar que haveria uma resposta contra esta ação e que jamais parariam de combater o que chamam ser a "ameaça sionista".

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Estas revelações decorrem um dia após tropas das forças especiais canadianas, consideradas entre as melhores no mundo, terem enfrentado tropas do Estado Islâmico no Iraque, naquele que será o primeiro contacto oficial entre tropas ocidentais e os extremistas islâmicos que nos últimos meses lançaram uma campanha de terror por toda a região.

Estas notícias veem evidenciar a situação caótica que se vive no terreno nas regiões da Síria e do Iraque, embrenhadas num estado de conflito constante desde que se iniciou a guerra civil na Síria, em 2011 (embora também se afirme que a situação se encontra nesse estado desde a invasão americana do Iraque em 2003, e que eventualmente teria apenas alastrado para as regiões vizinhas). Israel já havia conduzido ataques aéreos na Síria nos últimos meses, usualmente com vista a evitar entregas de armamento ao Hezbollah, incluindo mísseis antiaéreos e rockets de longo alcance.

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Aliado do Hamas, organização que controla a Faixa de Gaza e assume uma postura de resistência armada contra Telavive, o Hezbollah já havia enfrentando os israelitas em guerra aberta em 2006, e desde então que a situação na fronteira com o Líbano se mantém tensa. A organização é também aliada de Damasco na sua luta contra os rebeldes e os EI, situação que a coloca na estranha posição de inimiga e aliada dos países ocidentais naquele estranho conflito.

Entretanto o EI tem sofrido reveses às mãos dos Peshmergas curdos, apoiados pela impressionante força aérea da NATO e seus aliados. As tropas das forças especiais canadianas referidas anteriormente encontravam-se perto da linha da frente curda a inspecionar as operações, uma vez que embora não implicadas diretamente nos combates, se encontram na região para oferecer treino e aconselhamento. Fazendo uso do seu direito à auto-defesa, reagiram quando atacados por fogo de metralhadora e granadas de morteiro, eliminando os atacantes sem sofrer baixas.

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Este curto tiroteio é considerado o primeiro confronto oficial entre tropas ocidentais e o EI, apesar de se ter falado, no passado, de operações feitas para resgatar reféns. Não obstante os sucessos recentes, os comandos militares canadianos aconselham paciência, uma vez que ainda estará para se dar uma real reviravolta da situação militar no confronto contra o EI.

Ambas as situações indicam uma realidade no terreno extremamente fluída e confusa, sobretudo a nível político. A guerra no Médio Oriente parece estar a regredir para um típico confronto tribal, o que segue a lógica de alguns analistas que indicam uma normalização da região no seu regresso à organização política tradicional. #Terrorismo