O jornal satírico Charlie Hebdo continua a dar que falar. Este domingo, dia 25 de Janeiro, perto de 1.500 pessoas marcharam em Dakar, a cidade mais populosa do Senegal, para demonstrar o seu descontentamento face às caricaturas do profeta Maomé. Entre os manifestantes encontrava-se o primeiro-ministro senegalês, bem como deputados e figuras importantes ligadas à #Religião. Durante a contestação uma bandeira francesa foi destruída sob gritos de ordem: "eu sou nigeriano, eu sou africano", em alusão aos constantes massacres em África ignorados pelas principais figuras políticas mundiais.

Os manifestantes apontaram ainda o dedo ao governo francês por incentivar a continuidade do Charlie Hebdo que consideram ser uma clara provocação ao Islão, que é, segundo os próprios, "uma religião de paz".

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Isto surge depois de o Senegal proibir no país a distribuição da edição de 14 de Janeiro deste jornal francês, por conter uma caricatura do profeta Maomé.

Todavia, os senegaleses não foram os únicos a vir para rua demonstrar a sua revolta. Também na Cisjordânia e na Turquia milhares de pessoas gritaram, no sábado, dia 24 de Janeiro, contra o governo francês e o jornal Charlie Hebdo. Na Cisjordânia o encontro foi marcado em Ramallah por um movimento islamita (o Partido da Libertação). Muitas foram as faixas negras e os gritos de revolta. O mesmo sucedeu na Turquia onde se juntaram perto de 70 mil curdos, na cidade de Diyarbaki.

Na sexta-feira (23 de Janeiro) outra manifestação. Neste caso na Austrália e bem mais pacífica que as restantes. Reuniram-se cerca de 800 muçulmanos, no subúrbio de Lakemba, empunhando cartazes com a frase "eu sou muçulmano".

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Simultaneamente, o último número do Charlie Hebdo está a ser um sucesso em termos de vendas, suspeita-se que vai ultrapassar os sete milhões de exemplares. Antes do ataque ao jornal, que resultou na morte de 12 funcionários, o Charlie Hebdo estava a passar por sérias dificuldades financeiras, tendo uma tiragem de 60 mil exemplares por semana.