Em comunicado, o Governo Turco anunciou que Boumeddiene chegou à capital da Turquia a 2 de Janeiro, portanto, dias antes dos ataques ocorridos em França, e que, volvida uma semana dirigiu-se para a Síria. O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, garante que a suspeita pelo homicídio de uma polícia em Paris, na passada quinta-feira, entrou no Turquia a dia 2 de Janeiro e que antes teria estado em Madrid. Na base destas afirmações está um vídeo onde aparece Hayat no aeroporto. Para além do referido, sabe-se também que ficou hospedada em Istambul, e que não viajava sozinha.

O jornal Yeni Safak dá conta de uma notícia onde informa os seus leitores que Boumeddiente esteve em Sanliurfa (uma cidade fronteiriça da Turquia), e entrou na Síria por Akçakale, recorrentemente utilizada por estrangeiros que intencionam fazer parte dos movimentos jihadistas.

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Comunicam também que a jovem francesa estava acompanhada por Mehdi Sabry Belhoucine.

Estas informações dadas pela imprensa turca, tendo já sido avançados pela imprensa francesa alguns destes dados, vêm afastar a ideia de que Boumeddiente possa estar envolvida na morte de uma agente da polícia em Montrouge e no sequestro de 19 pessoas numa mercearia situada a leste da capital francesa. A responsabilidade destes ataques já foi atribuída a Coulibaly, um dos indivíduos mortos pela polícia francesa, numa operação que teve como intuito salvar os sequestrados. Pelo que foi apurado, o ataque à mercearia esteve intimamente relacionado com o incidente ocorrido no semanário Charlie Hebdo.

As autoridades continuam a considerar que Hayat esteve envolvida nos ataques, mesmo depois de se ter confirmado que esta cidadã se encontrava fora de França, insistindo na ideia de que terá desempenhado algum papel na delineação do plano dos ataques.

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A Turquia vê-se agora questionada sobre a fragilidade das suas fronteiras, e neste sentido, garantiu que, nestes últimos anos, fortaleceu as suas fronteiras, e que é premente que os vários países apostem num controlo das saídas de jihadistas.