Segundo fontes do exército israelita, esta manhã quatro militares ficaram feridos quando militantes do Hezbollah lançaram um míssil anti-carro contra o veículo em que seguiam. Helicópteros de combate foram imediatamente destacados para o local para procurar os atacantes e garantir a segurança das equipas de resgate, e ainda é incerto se a operação teria como alvo o rapto de um militar, apesar de se ter confirmado que nenhum foi capturado durante o confronto. Informações subsequentes também falaram de ataques com morteiros nos Montes Golã, também perpetrados pela organização libanesa, que, no entanto, não causaram feridos. Ambas as situações levaram a artilharia israelita a bombardear o sul do Líbano, sem que se saiba ainda quais foram os danos causados.

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Este confronto surge depois de ontem, Terça-feira, se terem registado ataques de rockets vindos da Síria contra posições israelitas, que foram prontamente respondidos pelos caças da aviação judaica.

A tensão entre Telavive e o Hezbollah é já antiga e, fora os ocasionais confrontos fronteiriços, a última operação em grande escala deu-se em 2006, assumindo a forma de um curta guerra que durou um mês e causou centenas de mortes. Um conflito anterior, em 1982, a Operação Paz na Galileia, havia arrastado então a Síria, levando este último país a sofrer uma profunda humilhação militar às mãos dos israelitas. Após o confronto, ambos os países aceitaram um cessar-fogo que ainda hoje se mantém, apesar das trocas de artilharia ocasionais, e que foi defendido hoje por Jen Psaki do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

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No entanto, as tensões na fronteira do sul do Líbano e na região dos Montes Golã (convém relembrar que foram capturados por Israel à Síria em 1967) têm andado a aumentar gradualmente, com constantes ataque aéreos a serem levados pela aviação judaica, uma das melhores do mundo, dentro do território sírio e libanês para, segundo declarações das autoridades de Telavive, impedir que o Hezbollah adquiria armamento sofisticado que coloque em causa a superioridade material israelita. Tais ataques causaram, de facto, estragos e já no dia 18 deste mês um ataque aéreo israelita havia morto Imad Moughniyeh, filho do líder dos militantes, assim como o general iraniano Mohammed Allahdadi. Esta última situação levou a que porta-vozes do Hezbollah e do governo iraniano tenham prometido vingança.

Ao mesmo tempo, os israelitas também têm procurado túneis que passam sob a fronteira libanesa e que são usados para suportar atividades terroristas. O uso deste tipo de passagens para movimentar guerrilheiros ou traficar material tem-se tornado cada vez mais preocupante para Telavive, sobretudo depois do início da guerra contra o Estado Islâmico, pouco mais a Norte, ter trazido grande instabilidade à região. #Terrorismo