Kim Jon-un, na sua habitual mensagem de Ano Novo e mantendo a característica imprevisível do regime de Pyongyang, mostrou-se interessado em reestabelecer o diálogo com a Coreia do Sul. Este assunto surge depois de um pedido feito por Seul à Coreia do Norte no sentido de estes dois países voltarem a estabelecer relações. Relembre-se que o diálogo entre as duas Coreias não acontecia há cerca de um ano, o que remeteu Seul para um papel secundário na cena internacional.

No anúncio feito no princípio do ano, o líder norte-coreano, terceiro da dinastia de Kim, fez questão de frisar que, se efetivamente o governo sul-coreano estiver interessado numa melhoria de relações, estaria totalmente disponível para "retomar as reuniões ao mais alto nível".

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A agência Yonhap relata que este anúncio foi bem recebido por parte do governo sul-coreano, que viu com bons olhos o facto de a Coreia do Norte esta disponível para retomar o diálogo. Na passada segunda-feira Ryoo Kihl-jae (Ministro da Unificação da Coreia do Sul) lançou uma proposta no sentido de se retomarem as negociações com a Coreia do Norte logo no princípio do ano, anunciando que se encontravam disponíveis para receber representantes do governo do país vizinho. Recorde-se que as últimas negociações tiveram lugar em Fevereiro de 2014.

O diálogo entre os dois países continua a sofrer grandes limitações. A Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, eleita em 2013, exige que Pyongyang dê provas de que está pronta para abdicar do seu programa nuclear; por sua vez, a Coreia do Norte diz que Seul deverá renunciar aos exercícios militares com os Estados Unidos.

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Nas palavras de Jong-un, estes são "uma fonte de tensão, o que torna iminente a ameaça de uma guerra nuclear"

A disputa entre EUA e Coreia do Norte, surgida depois de os norte-americanos terem responsabilizado Pyongyang pelo ataque informático feito à Sony Pictures, produtora do "The Interview", filme que se centra numa tentativa de assassinato do líder norte-coreano, contribuiu para aumentar o clima de tensão.