Já alguma vez tinha pensado visitar a Coreia do Norte? E fazer voluntariado no país mais fechado do mundo? Não? Então pode começar a pensar. Ao que tudo indica, o país está a promover um programa de voluntariado dirigido a pessoas fluentes em inglês. O objectivo passa por ajudar os futuros guias turísticos da Coreia do Norte a melhorar as suas competências linguísticas e a aprender as noções básicas de como trabalhar com turistas.

O programa oferece a oportunidade de leccionar inglês durante um mês no Colégio de #Turismo de Pyongyang e será dirigido pela Juche Travel Services, uma empresa de viagens que promete "níveis inigualáveis de interacção e envolvimento com os coreanos locais".

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A empresa diz que está à procura de pessoas que possuam um TELF, um certificado que permite o ensino de inglês como língua estrangeira, ou que tenham experiência em gestão de turismo.

O projecto, com a duração de um mês, terá o custo de 1000€ e cobre viagem, alojamento e excursões turísticas no país. Para já, a empresa pretende recrutar 10 voluntários este ano. Serão feitas duas viagens, uma em Maio e outra em Novembro, e em cada uma irão cinco voluntários. Contudo, como seria expectável, os participantes estarão sujeitos às mesmas restrições que os outros turistas, não podendo passear livremente pelo país, nem interagir com qualquer pessoa.

David Thompson, da empresa Juche Travel Services revelou, em declarações ao The Guardian, que o país está empenhado em apostar no sector do turismo e que, para isso, precisa de obter conhecimentos ao nível do turismo internacional e competência em línguas estrangeiras.

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Apesar das reservas que as pessoas possam sentir sobre visitar a Coreia do Norte, Thompson considera que esta pode ser também uma oportunidade única de ajudar a quebrar "a desconfiança e preconceitos que têm persistido ao longo dos últimos 60 anos".

Viajar para a Coreia do Norte é um interesse que tem vindo a crescer, estimando-se que cerca de 4000 a 6000 turistas ocidentais visitam o país todos os anos. Contudo, o assunto gera alguma polémica. Alguns argumentam que uma maior interacção com o mundo exterior é um desenvolvimento positivo. Outros, no entanto, têm reservas sobre o facto de se contribuir financeiramente para um regime que é acusado de graves violações dos direitos humanos contra o seu povo e onde os turistas são escoltados para toda a parte, podendo interagir apenas com norte-coreanos seleccionados detalhadamente pelo regime.