Se no Ocidente o atentado ocorrido na passada quarta-feira contra a redacção do Charlie Hebdo, que casou 12 vítimas mortais, continua na ordem do dia, em África, mais concretamente na Nigéria, os terroristas do Boko Haram voltaram a carga. No sábado, dia 10, o povo nigeriano viveu, uma vez mais, momentos de verdadeiro terror. Uma criança do sexo feminino, que segundo relatos locais não teria mais de 10 anos, fez-se explodir num mercado com bastantes pessoas daquele país. Tudo terá acontecido às 12h40 locais, menos uma em Portugal Continental.

De acordo com declarações de fonte policial à Agência Reuters, a menina chegou ao mercado, localizado na cidade de Maiduguri, com vários explosivos à volta do seu corpo, mas ao que tudo indica não fazia ideia do que transportava consigo.

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O atentado, que ocorreu quando se procedia ao controlo das entradas naquele local, causou a morte de 20 pessoas e feriu ainda cerca de 18. Testemunhas da Cruz Vermelha presentes no mercado adiantaram que o detector de metais deu sinal "de qualquer coisa" quando a menina foi revistada, sendo que a explosão terá ocorrido antes que a menina "pudesse ser isolada".

Ainda que o ataque não tenha sido reivindicado, há fortes suspeitas de que o grupo terrorista Boko Haram, responsável pelo sequestro de dezenas de mulheres e crianças, tenha planeado este ataque. De resto, o atentado ao "Monday Market" não seria o primeiro levado a cabo por aquele grupo. Recorde-se que, em junho do ano passado, ocorreu o primeiro atentado com bombistas suicidas do sexo feminino e, desde essa altura, vários ataques deste género já foram executados pelo Boko Haram.

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Já na última sexta-feira, os islamitas radicais nigerianos tomaram a cidade de Baga, depois de terem protagonizado mais um banho de sangue com as forças militares responsáveis pela defesa daquela cidade. Estima-se que tenham perdido a vida mais de 2000 pessoas. Com a tomada de Baga, o Boko Haram tem agora em seu poder cerca de 70% do território localizado no Nordeste da Nigéria, perto à fronteira com o Chade.