Uma equipa de arqueólogos checos liderada por Miroslav Barta descobriu recentemente um túmulo pertencente a uma rainha do Antigo Egito que era até agora desconhecida dos registos históricos. A perda de registos ao longo dos séculos e a tendência dos antigos egípcios para apagar os mesmos, quando certas personalidades eram desacreditadas por algum motivo, faz com que existam ainda muitos mistérios por revelar desta antiga civilização. Razão para que  se centrem esforços nas incessantes escavações de locais arqueológicos situados um pouco por todo o Egito. A rainha agora descoberta é identificada como Khentakawess, e aparenta ser a previamente desconhecida esposa do faraó Neferefre, um governante menor da Quinta Dinastia que terá estado no trono durante apenas dois ou três anos, há cerca de 4.500 anos.

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Infelizmente para os arqueólogos o túmulo havia já sido pilhado no passado, mas mesmo assim foi possível encontrar cerca de 30 utensílios, feitos de cobre e pedra, e algumas estatuetas, artefactos comuns neste tipo de locais de enterro. Esta é uma descoberta que permite adicionar mais um nome à árvore genealógica dos governantes do Antigo Egito e trazer mais alguma luz aos mistérios daquele povo.

A necrópole de Abu-sir, localizada a 32 quilómetros a sudoeste do Cairo e onde se situa o local de enterro do faraó Neferefre. entre outros, é estudada por uma equipa do Instituto Checo de Egiptologia desde 1976, e já foi palco de diversas descobertas espantosas. O próprio Neferefre foi sepultado na curiosa "Pirâmide Inacabada", assim chamada porque durante a sua construção apenas foi terminada a base da mesma.

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Isso sucedeu porque o domínio deste faraó foi muito curto e nunca houve hipóteses para a terminar, o que obrigou a que a estrutura fosse mais tarde reestruturada como uma mastaba, um tipo de túmulo que já estava a cair desuso naquela época, embora não totalmente. Apesar de casos com o de Neferefre obrigarem os arquitetos a improvisar deste modo, nobres menores ainda recorreriam a mastabas para os seus funerais durante muitos séculos após o advento da pirâmide, devido aos seus menores recursos.

O próprio túmulo da rainha Khentakawess é estruturado como uma pequena mastaba, basicamente uma estrutura geométrica, similar um paralelepípedo, feita de pedra. Por baixo está a câmara funerária onde foram encontrados os artefactos. Um facto curioso desta descoberta é que a rainha em questão é a terceira a assumir o nome a ela associado, daí que seja oficialmente reconhecida como Khentakawess III. Para além de a identificarem como esposa de Neferefre, as inscrições no túmulo agora descoberto também parecem identificá-la como a mãe do faraó Mekahour. #História