No primeiro dia do ano Dilma Roussef discursou, cerca de 40 minutos, para o Congresso Nacional. Nele começou por se referir às conquistas do seu primeiro mandato, para depois se pronunciar sobre o futuro do Brasil, onde apresentou os objetivos gerais e planos de ação que vão "nortear o seu segundo mandato", dando especial destaque para as medidas de política económica. Para a presidente, é preponderante que a economia do Brasil se desenvolva, não descurando os avanços sociais conquistados ao longo dos últimos anos. Contudo não escondeu a inevitabilidade de se proceder a cortes.

Nesse mesmo comunicado, Dilma estabeleceu as grandes metas para esta Governação: "estabilidade e credibilidade da economia", dizendo ainda que o controlo da inflação é imperativo para o desenvolvimento económico do Brasil, e neste sentido, assegurou que serão delineados planos de ação ajustados à realidade económica do país, com o intuito de atrair investimento, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de negócios.

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A temática do emprego não passou desapercebida, e Dilma fez questão de prometer que, durante o seu mandato, apostará na promoção do emprego e que pretende, assim que possível, subir o salário mínimo nacional.

Dilma tornou público o novo lema, "Brasil, pátria educadora!", quando se referiu à educação que, nas palavras desta será "a grande prioridade". Um país com uma educação deficitária nunca poderá garantir a formação de bons profissionais, o que, obviamente, compromete o futuro do país. No que à saúde diz respeito, foram feitas promessas no sentido de melhorar o sistema nacional de saúde.

A atual Presidente deu especial atenção à questão da corrupção que, como é sabido, é um dos grandes problemas do Brasil, apelando a que seja extinta. Referiu-se também à Petrobrás, dizendo que esta deverá ser um motor de desenvolvimento do país: "Temos muitos motivos para proteger a Petrobrás dos seus predadores internos e dos seus inimigos externos".

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O novo Governo que já está completo, apenas teve uma novidade, o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, que agora passa a ser o novo ministro dos Negócios Estrangeiros. Contudo, em matéria de política externa, dever-se-ão manter as mesmas opções diplomáticas, priorizando as relações com África, mundo árabe e países asiáticos. O reforço da participação dos BRICS (novas economias emergentes) são também um ponto fulcral.

Este discurso, que marca o inicio do segundo mandato de Dilma, fica marcado por uma frase proferida pela mesma e que demonstra o esforço que irá ser feito: "o difícil faz-se já, só os milagres ficam para depois". #Eleições