O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) publicou um novo vídeo nesta terça-feira, 20 de Janeiro de 2015, divulgado por vários sites jihadistas, onde ameaça a vida de dois japoneses, caso o governo nipónico não pague o resgate de 200 milhões de dólares (cerca de 172,5 milhões de euros), num prazo de 72 horas. Pensa-se que este valor estará relacionado com a verba oferecida pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que no passado dia 17 de Janeiro garantiu oferecer um valor igual aos Estados que estão a combater o grupo terrorista.

No vídeo, cuja autenticidade já foi confirmada pelo governo japonês, aparecem dois japoneses, um deles confirmado como sendo Haruna Yukawa e que já havia aparecido num dos vídeos divulgados em Agosto pelo grupo terrorista.

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Sabe-se agora que o outro japonês é Kenji Goto, um jornalista freelancer, dono de uma agência noticiosa em Tóquio, que noticia acontecimentos no Médio Oriente. Os dois japoneses aparecem vestidos com um fato de macaco laranja, ajoelhados perante um homem todo coberto de negro com uma faca numa das mãos, que faz as suas exigências.

O primeiro-ministro japonês já reagiu durante a sua estadia em Jerusalém, afirmando que esta ameaça aos dois reféns é inaceitável e acrescentando que o extremismo e o islamismo são coisas completamente diferentes. Indica ainda o caminho a ser seguido: a comunidade internacional deve responder com firmeza e cooperar sem se vergar perante o #Terrorismo. Recordemos que em 2013 dez japoneses tinham sido mortos por militantes do grupo terrorista, num complexo de gás na Argélia, onde morreram no total 40 pessoas, para além dos jihadistas.

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Embora o Japão já tenha aceitado pagar resgates no passado - o caso mais famoso aconteceu em 1977, quando o primeiro-ministro de então, Takeo Fukuda, pagou 6 milhões de dólares à fação exército vermelho, organização alemã de extrema-esquerda, pela libertação da tripulação e passageiros de um avião - tudo leva a crer que desta vez não existirão negociações com o grupo terrorista.