O Estado Islâmico divulgou nesta terça-feira um vídeo onde ameaça tirar a vida a dois reféns japoneses, caso o Japão não pague um resgate de 200 milhões de dólares - cerca de 172 milhões de euros - num prazo de três dias. O objectivo é pressionar o Japão a deixar de apoiar a coligação internacional. O Governo do país já exigiu a libertação imediata dos dois reféns.

Neste vídeo divulgado pelo Jihadistas, aparece um homem de negro, de cara tapada, de pé e com uma faca na mão. Ao seu lado estão dois reféns japoneses, vestidos de cor-de-laranja e ajoelhados. A ameaça é de que estes dois japoneses - identificados como Kenji Goto (jornalista) e Haruna Yukawa (segurança privado) - serão executados caso o governo japonês não pague um resgate de 200 milhões de dólares.

Segundo o Telegraph, o homem de cara tapada será Jihadi John, que já executou outros reféns internacionais anteriormente. O Primeiro-ministro japonês, que está em Jerusalém em deslocação oficial, já se tomou uma posição em relação a este vídeo. Exige a libertação imediata dos reféns, mostrando-se indignado com este acto.

Esta ameaça pretende pressionar o governo japonês a deixar de apoiar a coligação internacional que tem combatido o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Os 200 milhões de dólares exigidos estarão relacionados com o facto de o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ter prometido uma ajuda não militar que consistia em doar esse mesmo valor aos países que combatem o Estado Islâmico e a nova vaga de #Terrorismo.

O Primeiro-ministro japonês está em visita ao Médio Oriente, mas a visita deverá chegar ao fim mais rapidamente do que previsto, para que possa tratar deste caso e resolver a questão dos reféns. O governo japonês está a investigar estas ameaças e também a verificar a autenticidade do vídeo.

Até ao momento, o Japão tinha sido poupado à onda de violência causada pelo Estado Islâmico, mas a promessa de apoio à coligação internacional levou a que os jihadistas retaliassem ameaçando os dois reféns. São mais de sessenta os países envolvidos na coligação internacional de combate a este grupo.