Depois do ataque à redacção do Charlie Hebdo e do sequestro ocorrido num supermercado judaico, no início de Janeiro, os extremistas do Estado Islâmico apelaram esta segunda-feira, em mensagem divulgada na internet, a mais atentados nos países ocidentais. Na mesma mensagem, os radicais islamitas regozijaram-se ainda com os atentados que tiveram lugar em Paris. Recorde-se que o atentado contra a redacção daquele jornal satírico causou a morte a 12 pessoas, nas quais se incluem vários cartoonistas, jornalistas e o director do semanário. Dois dias depois, a 9 de janeiro, mais quatro pessoas haveriam de perder a vida, na sequência do sequestro levado a cabo por Amedy Coulibaly, num supermercado localizado em Porte de Vincennes.

Na mensagem áudio difundida ontem, Abou Mohammad al-Adnani, porta-voz da organização terrorista, apelou "aos muçulmanos na Europa e no Ocidente infiel para que ataquem os cruzados onde quer que estes se encontrem".

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O porta-voz sublinhou ainda a "promessa" aos "bastiões cristãos que vão continuar a viver em clima de terror, insegurança e medo" e deixou o aviso: "Vocês ainda não viram nada".

Mas há mais. De acordo com Abou Mohammad al-Adnani, o Estado Islâmico considera "inimigos" todos os muçulmanos que, tendo oportunidade, se recusem a atacar os "cruzados".

Forças da coligação lançaram ataques aéreos no norte do Iraque

Noticia a Agência France-Presse que as forças da coligação que se encontram a combater o Estado Islâmico realizaram no passado sábado, dia 24, cerca de 46 ataques aéreos perto de Mossul, no norte do Iraque, de acordo com informações veiculadas pelo Exército dos Estados Unidos da América.

As forças curdas (peshmerga) terão recuperado uma estrada que faz a ligação entre Mossul e Tal Afar e que é extremamente importante para os islamitas radicais abastecerem as forças em Mossul, segundo relatam as autoridades norte-americanas.

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As mesmas fontes afirmaram ainda que os combatentes curdos estão na iminência de retomar o controlo de vários territórios nas redondezas daquela cidade iraquiana. #Terrorismo