O Estado Islâmico tinha divulgado um vídeo com dois reféns exigindo que o Japão pagasse 200 milhões de dólares pela sua libertação. Acabou o tempo limite exigido pelos jihadistas e Haruna Yukawa - segurança privado - foi decapitado pelos terroristas, que divulgam agora a imagem de Kenji Goto. Numa mensagem de áudio os jihadistas alteraram as exigências para libertação do refém sobrevivente.

A vida de Kenj Goto, um jornalista japonês, já não depende do pagamento dos 200 milhões de dólares exigidos anteriormente pelos jihadistas. Numa mensagem áudio, o Estado Islâmico exige agora a libertação de Sajida al-Rishawi, uma bombista envolvida nos ataques à Jordânia em 2005.

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Durante o ataque o seu cinto não detonou e acabou por ser detida.

O vídeo publicado no YouTube, em que o jornalista japonês aparece com a fotografia de Haruna Yukawa morto nas mãos, foi já bloqueado. As mensagens dos extremistas em que esclarecem as novas exigências foram divulgadas nas redes sociais ligadas ao Estado Islâmico.

Kenji Goto fala Inglês no vídeo divulgado e pede a Shinzo Abe - o primeiro-ministro japonês - que não deixe que ele acabe como Haruna Yukawa, que terá sido decapitado durante o dia de hoje. No vídeo o jornalista deixa também uma mensagem para sua esposa.

A veracidade deste vídeo não foi até ao momento confirmada de forma oficial. O título do vídeo indica, porém, que terá sido enviado para os familiares de Kenji Goto e também para o governo japonês.

Os reféns já tinham aparecido num vídeo anterior em que os jihadistas exigiam 200 milhões de dólares pela sua libertação.

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O prazo era de 72 horas e o governo japonês exigiu a sua libertação, prometendo porém não pagar nem negociar com terroristas. Este foi mais um acto de vingança contra o Estado japonês, uma vez que este prometeu uma ajuda não militar, que consistia no envio de 200 milhões de dólares para o combate ao #Terrorismo. Passado assim o prazo de 72 horas, terá sido então decapitado o primeiro refém e foram alteradas as exigências por parte do Estado Islâmico.