É a frase que está a circular pelas redes sociais, um pouco por todo o mundo, traduzida em várias línguas. Trata-se de uma forma de protesto contra o ataque ao semanário Francês Charlie Hebdo, que se deu esta manhã em Paris, nas instalações onde se encontra a Sede deste jornal satírico.

Pouco mais de 5 minutos foi o suficiente para que 2 homens armados e encapuzados conseguissem ser responsáveis pelo assassinato de 12 jornalistas do semanário - entre os quais se encontrava o director.

Apesar do ataque não ter sido reivindicado até à data, poderá estar relacionado com o fundamentalismo Islâmico e com os cartoons que o Jornal havia publicado, satirizando o profeta Maomé.

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Com efeito, aquando da sua fuga num Citröen preto, os homens gritaram: - "Vingámos o profeta! Matámos o Charlie Hebdo!"- informação avançada pelo primeiro carro patrulha a chegar ao local e através de relatos de diversas testemunhas que se encontravam nas imediações.

Na sequência da tragédia, realizaram-se esta quarta-feira mais de 50 manifestações em França, Nova Iorque (EUA), Londres, Montréal (Canadá) e até no Brasil, em pleno estado do Rio de Janeiro e também em São Paulo. Numa onda de solidariedade, mas também de luta pelo direito fundamental à liberdade de expressão.

François Hollande decretou que esta quinta-feira será um dia de luto nacional, em que todos os serviços públicos farão um minuto de silêncio, precisamente ao meio-dia de dia 8 de Janeiro, ao passo que as bandeiras francesas encontrar-se-ão a meia haste durante os próximos 3 dias.

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Por cá, encontra-se agendada uma concentração junto à estátua dos Restauradores, em Lisboa, por volta das 18h30m.

Numa entrevista ao France Inter Radio, o antigo director doCharlie Hebdo admitou, que "perdeu todos os seus amigos" na sequência do brutal atentado:

"Não podemos deixar que o silêncio se instale,precisamos de ajuda. Todos nós precisamos de nos insurgir contra este horror. O terror não deverá comprometer a alegria, a nossa capacidade de viver, liberdade, expressão - vou usar palavras estúpidas - democracia, afinal de contas é isso que está em causa. É este tipo de fraternidade que nos permite viver. Não podemos permitir isto, é um acto de guerra. Seria bom se amanhã todos os Jornais se chamassem Charlie Hebdo. Se os intitulássemos todos de Charlie Hebdo. Se toda a França fosse Charlie Hebdo. Demonstraria que não estamos de acordo com isto. Que nunca admitiremos a possibilidade de deixar de rir. Nunca deixaremos que a liberdade seja extinta."