Depois de ter sofrido a terceira derrota parlamentar, Andonis Samaras, o atual-primeiro ministro da Grécia e dirigente da Nova Democracia, disse, num comunicado feito para a televisão grega, que a antecipação das #Eleições acarreta um certo risco, pelo que fez tudo o que era possível para as evitar. Samaras acusa os cerca de 130 deputados, que rejeitaram a proposta, de irem contra a vontade da maioria dos cidadãos. Perante esta rejeição e, tal como prevê a lei grega, convocar-se-ão eleições legislativas antecipadas. Estas têm o intuito de proceder à formação de um novo governo.

O candidato a Presidente da República, Stavros (apoiado pela Nova Demoracia e pelo PASOK), obteve o mesmo número de votos (168) que o anterior comissário da União Europeia obtivera na segunda volta que se realizou a 23 de Dezembro.

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Perante o sucedido, a coligação governamental não foi além de uma maioria simples, num parlamento composto por 300 deputados. Ainda que o Primeiro-Ministro tenha tentado obter votos de outras alas parlamentares, apenas conseguiu o apoio de 13 deputados, a larga maioria recusaram o apoio ao candidato presidencial.

Samaras anunciou a sua intenção de se reunir com Karolos Papoulias, Presidente da Grécia, com o intuito de marcar eleições já para o próximo dia 25 de Janeiro. Este mostra-se confiante numa vitória, referindo que "a vitória será nossa" e que as pessoas têm o direito de ver o resultado dos seus esforços. Por outro lado, Alexis Tsipas, líder do Syriza, referiu que será um "dia histórico para a Grécia", o primeiro passo para o novo futuro do país.

As sondagens mais recentes, realizadas logo após a segunda votação, indicam que o Syriza (partido de esquerda radical) detinha uma vantagem clara sobre os restantes partidos gregos, usando como instrumento para captar votos a intenção de, em caso de vitória, combater as políticas de austeridade.

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Quando questionados sobre a vontade em querer eleições antecipadas, os cidadãos gregos vieram confirmar o que dissera o Primeiro-Ministro.