Quando foram reveladas as primeiras projeções das #Eleições na Grécia, houve uma euforia total porque ninguém antes das eleições pensava que o Syriza conseguisse obter a maioria absoluta. Agora os ânimos estão mais calmos, dada a maior expetativa para ver se se confirma ou não esta informação. Se se fizer uma combinação das última projeções, que são muitas, o Syriza não deve conseguir mais do que 38%. Na Grécia, de acordo com os especialistas, abaixo dos 38% é muito difícil ou quase impossível que o Syriza consiga a maioria absoluta.

Há pouco tempo deu-se conta de umas sondagens que avançavam 40% para o Syriza, por isso a Grécia encontra-se num período de expectativa para que se perceba realmente qual é a dimensão da vitória deste partido. Alexis Tsipras é esperado no centro da capital grega, mas talvez adie a sua chegada ao local onde estão milhares de pessoas à sua espera porque, se há pouco era certo que obtivesse uma maioria absoluta, agora as coisas complicam-se e ter-se-á de esperar até aos últimos instantes. Nestas eleições o Syriza conseguiu obter votos de pessoas que normalmente não costumam votar neste partido. O Syriza é um partido de esquerda radical e há muitas pessoas de direita radical a votar na esquerda radical, portanto estamos perante resultados atípicos. Aliás, perante a conjuntura grega, já não se poderá falar em partes políticas ou em partidos políticos.

Os gregos estão cansados de nos últimos seis anos terem vivido um clima de grande austeridade em que foram aplicadas duras medidas de contenção económica, com dezenas de milhares de funcionários públicos a serem despedidos e o salário mínimo a ser cortado em cerca de 20%. Nesta altura contam-se 3 milhões de pobres na Grécia, metade dos jovens desempregados, 25% da população sem qualquer trabalho, e não há apoios sociais do Estado porque não há recursos económicos. Para além de os salários terem sofrido um decréscimo, os cidadãos não sentem qualquer retoma económica. Assim, os gregos vêem os esforços que têm vindo a fazer como nulos, motivando este clima de descontentamento.