No Reino Unido aconteceu o impensável. Um adolescente rapou o cabelo para arrecadar dinheiro para uma instituição que apoia pessoas com cancro e a sua escola colocou-o em isolamento por ter quebrado as regras do estabelecimento de ensino. Em declarações ao Daily Mirror, a mãe do estudante, Melanie Rees, revelou estar "muito orgulhosa" pela generosidade do seu filho.

Ao longo da sua vida, Stan Lock, de 14 anos, tem visto vários familiares e amigos a sofrerem de doenças oncológicas e, por esse motivo, ficou sensibilizado para a causa e quis ajudar. Ao cortar o cabelo o jovem pretendia arrecadar dinheiro para a Macmillan Cancer Support, uma associação britânica que presta informações, cuidados de saúde e apoio financeiro a pessoas que sofrem de cancro.

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Contudo, o estudante ficou surpreendido quando regressou à escola e foi informado de que o seu novo corte de cabelo ia contra as regras do estabelecimento de ensino e que, por esse motivo, iria ficar em isolamento.

Desde essa altura, o jovem está proibido de assistir às aulas e permanece o dia isolado dentro de uma sala. A Churchill Academy, em North Somerset (Inglaterra) - escola frequentada pelo jovem - declarou que o estudante vai continuar em situação de isolamento até que o seu cabelo cresça como se tivesse sido rapado a pente 2, o que pode levar semanas. No site da Churchill Academy consta a informação de que qualquer tipo de corte de cabelo mais extremo não deve ser realizado sem os pais confirmarem junto da escola se tal é possível. O site adverte ainda que o não cumprimento do código de vestuário - incluindo cabelos muito curtos - resultará em isolamento.

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O director da escola, o professor Barry Wratten, revelou que actualmente o caso de Stan Lock está a ser discutido. Contudo, recusou-se a prestar mais declarações sobre a insólita situação, afirmando que não fala sobre casos individuais. Wratten aproveitou ainda para afirmar que a escola tem mantido uma linha firme contra aqueles que decidem desprezar as políticas de comportamento. O professor afirma que é essa firmeza que permite "manter os padrões e ter certeza de que são justos para todos". Barry Wratten foi mais longe ao afirmar que, algumas vezes, os pais não sabem aconselhar os filhos das consequências das suas acções e que os colocam numa situação "desnecessariamente difícil", minando, igualmente, a autoridade da escola.