De acordo com o Expresso, Mikael Batista, o lusodescendente que em agosto de 2013 partiu para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico (EI), pode ter sido morto nas últimas horas, na consequência de um bombardeamento da autoria das forças da coligação, em Kobane, junto à fronteira com a Turquia. Mikael residia em Paris, onde chegou a frequentar o curso de desporto na Universidade Paris-Est Créteil, antes de se alistar nas fileiras do EI. Além de Batista, dois outros "jihadistas", um francês e um belga, também terão sido abatidos, segundo noticia aquele semanário. Até ao momento, José Cesário, secretário de estado das Comunidades Portuguesas, diz não ter recebido qualquer notificação desta morte.

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Em setembro último, Mikael Batista, de 23 anos, relatou ao Expresso que gostava essencialmente de "treinar e matar" na Síria. Nessa conversa, estabelecida através do Facebook Messenger, Batista confessou ainda que já tinha matado uma pessoa desde que chegara ao EI. A confirmar-se a morte do guerrilheiro, sobe para três o número de portugueses que perderam a vida ao serviço do grupo islamita. Recorde-se que, em maio de 2014, Osama Al-Faransi (nome de guerra) morreu após ter cometido um ataque suicida no Iraque, e, em outubro desse ano, Sandro "Funa", que cresceu em Monte Abraão, não resistiu aos bombardeamentos dos aviões da coligação, em Kobane.

Contactado pelo Expresso, José Cesário sublinhou que não tem conhecimento da morte de Mikael Batista, uma vez que, nas palavras do secretário de estado das Comunidades Portuguesas, "é muito difícil obter uma informação proveniente da Síria pelas vias oficiais".

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John Kerry confiante no combate ao Estado Islâmico

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, frisou esta quinta-feira, em conferência de imprensa pós-reunião, em Londres, que sentou à mesa representantes de 21 países da coligação que combate os guerrilheiros do EI, que "as forças no terreno já recuperaram aproximadamente 700 quilómetros quadrados" ao grupo islamita. Note-se que os radicais do EI controlavam cerca de 91 mil quilómetros quadrados na Síria e no Iraque (área semelhante à de Portugal), na altura em que os ataques da coligação começaram.