Ramesh Tawadkar, ministro regional indiano que manifestou a intenção de construir um centro para que a juventude homossexual passasse a ser "normal", veio a público dizer que fora mal interpretado. Após ter sido alvo de duras críticas, o ministro do Desporto e da Juventude do partido Bharatiya Janata disse que se referia única e exclusivamente a jovens toxicodependentes ou a vítimas de abusos sexuais. Na sequência das palavras de Tawadkar, o Presidente Lakshmikant Parsekar garantiu que não serão implementadas quaisquer políticas que visem a abertura de centros de tratamento destinados a indivíduos homossexuais e censurou as palavras do seu ministro, classificando-as como inaceitáveis.

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Aquando deste seu controverso discurso, Tawadkar anunciou que nos novos centros de tratamento para homossexuais seria dada ajuda ao nível comportamental e psicológico, para além dos medicamentos que, eventualmente, fossem administrados. Na mesma altura, o ministro comparou também os homossexuais a alcoólicos, o que contribuiu para um aumento das críticas.

Como já seria de esperar, as associações de defesa dos homossexuais e os ativistas LGBT rapidamente se fizeram ouvir, apelando ao bom senso do ministro e frisando que esta medida é fruto da sua ignorância. Por sua vez, Anjali Gopalan, pertencente à instituição precursora na luta contra a descriminação dos homossexuais, referiu que esta decisão, baseada, obviamente em falta de informação, não deve sequer ser comentada, tendo em conta a sua falta de propósito.

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O ativista, para além de não poupar o ministro a críticas, atacou o Bharatiya Janata, dizendo que este se caracteriza por ser um partido conservador. Contudo, não foi o único a tecer duras críticas: a Gopalan juntaram-se o partido da oposição e uma designer que acusou Tawadkar de remeter para segundo plano os assuntos que, efetivamente, preocupam a nação. Alguns cidadãos nacionais também se fizeram ouvir e apelaram a que o executivo concentre as suas atenções na corrupção e na máfia.