Os voos de Guantánamo para outros locais do mundo são cada vez mais frequentes. A bordo estão reféns que serão libertados após a aterragem, pois muitos deles permaneceram em Guantánamo sem justificação aparente, ou pelo menos, sem que a mesma fosse suficiente para ali estarem. Obama mantém o seu desejo de fechar esta prisão militar, tal como tinha prometido antes da sua eleição para Presidente dos Estados Unidos, e anuncia que progressivamente o número indivíduos neste local irá diminuir. Relembre-se que Guantánamo persiste há 13 anos, altura em que acolheu os seus primeiros prisioneiros, depois do ataque do 11 de Setembro.

Para além de noticiar que nos últimos meses os voos para países que acolheram estes indivíduos aumentaram, o conhecido New York Times refere que os esforços empreendidos no sentido de libertação de prisioneiros e consequentemente, esvaziamento de Guantánamo foram incomparáveis, sendo que o número de homens livres, provenientes desta prisão tem aumentado gradualmente.

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Quando questionado sobre estimativas do número de prisioneiros libertados, o representante do departamento de defesa dos EUA, Paul Lewis, indica que no ano passado 28 detidos saíram em liberdade, e reforça que estes valores foram "uma das reduções mais importantes desde 2009". Lewis garante que serão feitos todos os esforços para que se mantenha este ritmo e consequentemente, no futuro, se possa extinguir a prisão de Guantánamo.

Atualmente estima-se que nesta prisão de Cuba estarão à volta de 127 prisioneiros, um número bastante reduzido se tivermos em conta que já terão sido mais de 700 prisioneiros. Apesar destes valores, Noor Mir, pertencente à Amnistia Internacional, não se deixou impressionar e apelou a que a libertação dos restantes seja feita num futuro próximo, dizendo que "dezenas de homens continuam ali a apodrecer, sem qualquer noção de quando a sua detenção chegará ao fim".

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De referir que já foram avançadas informações no sentido da libertação, a curto prazo, de cerca de 30 prisioneiros. #Justiça