Apesar de os três responsáveis pelos ataques em Paris, ao longo desta semana, terem sido mortos, a população de Paris ainda vive um clima de medo e instabilidade. Esta vaga de ataques, que começou com o massacre ao Charlie Hebdo, conhecido jornal satírico, foi o início do que se viria a passar em França. As autoridades esforçam-se, agora, por encontrar aquela que poderá ser a principal ameaça de França. Trata-se de Hayat Boumeddiene, uma mulher de 26 anos que é considerada pela polícia francesa, como uma pessoa "perigosa e armada", sendo suspeita de ter estado envolvida no incidente que provocou a morte de uma agente da polícia na passada quinta-feira.

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Hayat tinha uma relação amorosa com Couliblay, principal suspeito do sequestro na mercearia de Kosher e responsável pela morte de quatro dos seus reféns, sendo, por isso, premente descobrir-se o seu paradeiro. Coulibaly é igualmente suspeito do homicídio da agente da polícia. Ao que tudo indica este ataque estará intimamente relacionado com os incidentes protagonizados pelos irmãos Kouachi (os dois responsáveis pelo ataque ao semanário Charlie Hebdo). Agora, tem-se falado muito de Boumeddiene e da necessidade da sua captura como meio de avaliação do impacto dos planos terroristas. As autoridades Francesas são da opinião de que, ao encontrá-la, poderão perceber várias questões que estão na génese destes ataques, nomeadamente no que respeita ao seu financiamento, e se estes foram dirigidos por alguma organização.

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O Jornal Le Monde já veio anunciar que talvez Boumeddiene não tenha sido a principal responsável pela morte da agente visto que, possivelmente, tenha voado para a Turquia e posteriormente para a Síria algum tempo antes do ataque ao Charlie Hebdo. A propósito da tentativa de captura de Boumeddiene, Molins, procurador de Paris, refere que esta mantinha um contacto regular com a mulher de Chérif Kouachi. A acrescentar que Djamel Beghal, de nacionalidade franco-argelina, e responsável pela edificação de planos terroristas, possivelmente, também tem ligações com Boumeddiene, Coulibaly e com os Kouachi.