Pouco passava das 11:30 quando, em Paris, dois homens atacaram o jornal Charlie Hebdo. Suspeita-se que o fanatismo islâmico esteja na génese deste ataque que fez 12 mortos e 11 feridos, dos quais 4 encontram-se em situação bastante crítica. Entre os mortos estão três cartunistas de renome, o diretor do semanário e um ilustre desenhador. Os agressores rapidamente se deslocaram para uma das salas das instalações onde ocorria uma reunião editorial, tendo, de imediato, disparado com Kalashnikovs. Estima-se que o ataque tenha durado pouco mais de dez minutos, e que ao saírem da redação os atacantes tenham aberto fogo contra os agentes da polícia que circundavam o local.

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Após os atingirem, fugiram sem deixar paradeiro. Uma das testemunhas garantiu aos meios de comunicação franceses que os atacantes evocaram a "al-Qaeda", e gritaram " Allahu Akbar" (Vingámos o Profeta).

Ao longo desta tarde, aproximadamente três mil polícias procuraram os autores do ataque ao semanário Parisiense "Charlie Hebdo". A imprensa Francesa já noticiou que os suspeitos, de nacionalidade francesa, com 32 e 34 anos, já foram identificados, e que são oriundos da região de Gennevilliers (Hauts-de-Seine- Paris). François Hollande anunciou que se fará justiça; os responsáveis irão ser "perseguidos, detidos e apresentados ante a justiça".

O Presidente Francês, num discurso breve, decretou que esta quinta-feira será dia de luto nacional, e adiantou que, ao longo de três dias, todas as bandeiras francesas permanecerão a meia-haste.

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Alertou ainda para a necessidade de união entre os cidadãos, dizendo que "a nossa melhor arma é a unidade". O ministro do Interior Francês também já se pronunciou, dizendo que se estão a fazer todos os possíveis para que a justiça impere e estes criminosos sejam julgados e detidos. Já esta tarde, Molins, procurador da República, confirmou que, muito possivelmente, se está perante um ataque terrorista de origem islamita. O mundo ainda olha incrédulo para este acontecimento e vai reagindo indignado.