Alexis Tsipras, recém-eleito primeiro-ministro da Grécia, já anunciou a composição do novo Governo. Dos nomes referidos, o destaque vai para Yanis Varoufakis, que irá assumir a pasta de ministro das Finanças. Varoufakis utilizou o seu blogue para confirmar a notícia de que tinha aceite o novo cargo e já informou os seus leitores que escreverá com menos regularidade. Com 53 anos, o economista e professor no Texas, já deixou a universidade e viajou para Atenas. Yanis Varoufakis quer a Grécia no Euro e na União Europeia, mas não a qualquer preço. O novo ministro grego das Finanças impõe à União Europeia a palavra "renegociar" em nome do futuro da Grécia.

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Varoufakis defende que é necessário criar as circunstâncias necessárias para uma recuperação baseada no investimento, sem aumentar a dívida ou o défice público. Segundo o ministro das Finanças, há outras formas de crescimento, nomeadamente através do recurso ao Banco Europeu de Investimento e ao Banco Central Europeu. Numa entrevista recente transmitida pela CNN, Yanis Varoufakis defendeu que a dívida grega terá de ser negociada à luz dos novos tempos, e que as negociações terão de implicar, obrigatoriamente, novas condições. Segundo o ministro das Finanças, os credores deveriam assumir que, categoricamente, os atuais termos e condições do resgate já foram ultrapassados pela realidade económica e neste sentido, todas as previsões e conjeturas em que essas condições se baseavam estão redondamente erradas.

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Nessa entrevista, Yanis Varoufakis deixou um recado à Alemanha: há que ceder e dizer sim à negociação. Apesar da Alemanha ser conhecida, a nível europeu, por não estar disposta a dialogar e a negociar, Varoufakis acredita que, com persistência poderá ser possível chegar-se a negociações.

No final da sua entrevista, Varoufakis deixa uma mensagem. Seria prejudicial para a Grécia sair do euro; contudo, a austeridade não poderá ser o caminho que permitirá o país continuar no euro. "Renegociar" é a palavra do momento e que vai marcar o discurso político europeu nas próximas semanas. #Eleições