Papa Francisco comentou o massacre da semana passada em Paris: A liberdade de expressão é um direito fundamental, assim como o direito à #Religião. Por isso mesmo, a liberdade de expressão não deve permitir insultos à fé dos outros. Além disso, o Papa condena o sucedido, afirmando que matar em nome de um Deus é uma aberração que não pode ser tolerada. Estes comentários foram feitos hoje pelo pontífice aos jornalistas, durante a viagem para as Filipinas.

Comentando as caricaturas do jornal francês Charlie Hebdo - que sofreu um atentado na semana passada - deixou uma opinião clara e estruturada. Para Papa Francisco a liberdade de expressão é um direito que deve ser protegido, porém deve ser usada de forma a não ofender.

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A religião também é um direito fundamental, e também ela não dá o direito de ofender o próximo, de fazer guerra ou de tirar vidas em nome de Deus. Classifica a ideia de matar em nome de um Deus ou de uma religião uma aberração. Condenando por isso o atentado em nome de Maomé que tirou a vida a 12 pessoas na passada quarta-feira em Paris.

Relembrou também, que embora seja chocante o que acontece atualmente, com sucessivos ataques islamitas - causados por extremistas - não nos podemos esquecer que também a igreja católica causou algumas guerras em nome da religião que são hoje condenáveis, mas que existiram e que importam lembrar. Deu o exemplo da chamada Noite de São Bartolomeu - um ataque massivo, ocorrido durante o século XVII, que teve como protagonistas os reis católicos que organizaram uma "matança" que se traduziu em dezenas de assassinatos contra os protestantes franceses.

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Três mil protestantes foram mortos nessa noite. Face a este exemplo, Papa Francisco afirma que também os católicos foram pecadores, pois não se pode assassinar em nome de Deus, seja ele qual for.

Este exemplo usado por Francisco, reflete a ideia de que não devemos "apontar o dedo" a uma religião, ou julgar o todo pelas partes, uma vez que também os católicos erraram, como terão errado outras religiões e que o Islamismo não se resume ao jihadistas com Kalashnikovs.