A Petco, maior empresa norte-americana de alimentação para #Animais, anunciou esta semana que vai retirar da suas lojas, e da sua página na internet, os snacks importados da China, devido à suspeita de que por esta via terão adoecido milhares de animais - mais de 5 mil - e morrido mesmo mil cães nos Estados Unidos desde 2007. Os testes foram feitos pela FDA (Food and Drug Administration), e não foram conclusivos na relação entre os produtos "made in China" e as doenças dos animais, mas mesmo assim a Petco (e também a rival PetSmart) vão mesmo banir os referidos alimentos. A Petco planeia que em março já não existam estes produtos nas suas 1300 lojas nos Estados Unidos, tendo o seu vice-presidente John Sturm adiantado que todos os snacks passarão a ser produzidos nos Estados Unidos ou em locais como a Holanda, Nova Zelândia, Austrália e América do Sul.

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O caso foi espoletado pelas muitas queixas, recebidas pela FDA, de doenças e mesmo de mortes de animais depois de terem comido snacks de galinha, pato ou batata doce oriundos da China. Vómitos, diarreia, falta de apetite e inflamações nos rins são alguns dos efeitos detetados nas análises feitas pela FDA, e que levaram tanto a Petco como a PetSmart a tomarem esta medida.

Numa altura em que a relação entre as pessoas e os animais começa a ser cada vez mais discutida, as doenças de que estes são vítimas também são uma preocupação, como se viu ainda recentemente com o surto de gripe das aves registado no Japão. Neste caso das análises feitas nos Estados Unidos, informações adiantadas por alguns veterinários asseguram que foi detetada a presença de DEET, um insecticida e repelente de insectos, assim como de amantadina, uma droga antiviral, sendo que nenhuma destas drogas pode ser incluída em alimentos de animais ou de humanos.

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Outra informação veiculada por nutricionistas especializados na alimentação de animais adianta que a irradiação e a glicerina estão presentes em todos os snacks oriundos da China, tendo havido queixas, em 2007, sobre a presença de melamina, uma proteína aditiva usada naquele país do oriente para adulterar e tornar os produtos mais baratos.