Nicolas Maduro prossegue hoje, na Arábia Saudita, um conjunto de visitas a outros países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Membro desta organização desde 1960, a Venezuela tem sido um dos países mais prejudicados com a queda abrupta dos preços do crude nas últimas semanas, uma vez que o petróleo é o petróleo é o grande motor da economia do país. Maduro esteve ontem no Irão e está acompanhado de uma comitiva de Estado, com vários ministros. Maduro solicitou aos seus parceiros uma redução na produção, de forma a estancar a descida dos preços. O barril de crude, que já chegou a custar mais de 100 dólares, está a bater mínimos de 5 anos, estando já abaixo dos 50 dólares.


Durante a sua presença no Irão, e de acordo com o jornal venezuelano "Ultimas Noticias", Maduro não receou denunciar as intenções geopolíticas por trás da medida de baixar o preço do petróleo, que atinge, além da própria Venezuela, "o Irão e a Rússia", apontando assim aos Estados Unidos. Antes de partir, Maduro sublinhou ainda as relações de amizada entre a Venezuela e o Irão e as oportunidades de cooeração, nomeadamente na área farmacêutica, e aproveitando a experiência do Irão no cultivo de plantas para produção de medicamentos. Já na Arábia Saudita, o presidente da Venezuela sublinhou que a economia mundial "já havia assimilado o preço de 100 dólares por barril" e que é necessário um consenso entre os membros da OPEP, em prol do mercado petrolífero. O presidente venezuelano irá de seguida ao Qatar, onde se vai encontrar com o respectivo emir, Tamim al Zani. 


Os danos nas finanças venezuelanas reflectem-se também na economia. Ontem mesmo, foi notícia o facto de as prateleiras dos supermercados do país se encontrarem vazias, situação relatada nas redes sociais. O caso surgiu depois de um fotojornalista, que reportava uma longa fila à porta de um supermercado, estar prestes a ser detido pela polícia. A situação teve como resposta a divulgação por centenas de pessoas de fotos de prateleiras vazias. Já esta semana, a McDonalds anunciara que ia substituir as batatas fritas por produtos locais, dada a escassez de batata no país.