No Domingo, dia em que se realizou a marcha republicana que contou com a participação de milhões de franceses e vários chefes de Estado e de Governo, o ministro do Interior Francês agendou um encontro com parceiros norte-americanos e europeus no sentido de discutir estratégias de combate ao terrorismo. Ainda que, como seria expectável, não se tenham tomado grandes decisões, Cazeneuve referiu-se a um conjunto de medidas que devem constar na agenda europeia.

À partida, algumas das medidas políticas abordadas neste encontro serão adotadas, nomeadamente: reforçar as fronteiras do espaço Schengen (livre circulação de pessoas entre os Estados signatários, garantindo a harmonização dos controles nas fronteiras exteriores) através de um maior controlo ao nível dos sistemas de informação; e estabelecimento de relações próximas entre os serviços secretos europeus e dos Estados Unidos.

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Apesar de estes serem instrumentos já existentes (veja-se o exemplo do Registo dos Nomes dos Passageiros que, até ao momento, só está em vigor para voos entre a Europa e os EUA, Canadá e Austrália - não englobando a Europa) carecem de melhorias, pelo que foram novamente discutidos neste debate inicial sobre o terrorismo, após a vaga de ataques ocorrida na passada semana em França.

Como é sabido, o debate sobre segurança e equilíbrio há muito que está na ordem do dia, tendo estas questões tido ainda mais importância após o atentado de 11 de Setembro, onde se colocou, pela primeira vez a questão de diminuir as liberdades cívicas como forma de zelar pela segurança. Agora, volvidos 14 anos, e perante os violentos ataques em França, parece que a estratégia será apostar na segurança e na promoção de leis antiterroristas, que certamente passarão por um controlo mais rigoroso em locais de grande afluxo, nomeadamente em aeroportos, transportes públicos, entre outros.

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Mais do que nunca, é necessária a convergência de esforços por parte dos ministros dos vários países do ocidente pois não há dúvida que um dos maiores inimigos do século XXI é o terrorismo.