No campo de batalha há baixas de parte a parte, mas são os civis que estão a pagar o preço mais alto neste confronto. Esta sexta-feira, em Donetsk, bastião dos separatistas pró-russos, morreram pelo menos dezanove civis: seis das vítimas faziam fila junto ao centro cultural, onde era distribuída ajuda alimentar. Os separatistas acusam o exército de bombardear zonas residenciais. Por sua vez, Kiev devolve as acusações mas admite que as forças ucranianas têm sido alvo de interferências tecnológicas que prejudicam as comunicações entre militares no terreno.

Os pró-russos atribuem ao exército a ofensiva para retomar Donetsk, mas na versão de Kiev são os separatistas que tentam conquistar terreno no leste da Ucrânia.

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A NATO corrobora as acusações do governo Ucraniano de que Moscovo está a enviar mais homens e equipamento para os separatistas, inclusive drones Russos que lhes permitem detetar com grande precisão as forças ucranianas, antes dos ataques de artilharia. Kiev continua a reforçar o exército sendo já a quarta vaga de mobilizações. Neste sentido, quarenta e seis mil candidatos vão receber treino especial durante 20 dias, antes de começarem a combater.

As operações militares na zona de Donbass têm tido avanços e recuos. O exército cortou o abastecimento de carvão aos separatistas, depois de reassumir o controlo da linha ferroviária que estaria a permitir o fornecimento à zona controlada pelos separatistas. Estratégia semelhante foi adotada pelos separatistas, que controlam uma via estratégica que fornece armas e comida ao exército.

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Entretanto o auto-proclamado líder da República de Donetsk apela à rendição dos militares ucranianos.

Os hospitais mais próximos da linha da frente estão com lotação esgotada. O número de mortos nos últimos dias é ainda impreciso, mas em nove meses de conflito morreram mais de cinco mil pessoas. Recorde-se que esta situação na Ucrânia já perdura há largos meses e que dia 24 de Dezembro realizaram-se as últimas conversações numa tentativa falhada de chegar a um acordo. A situação neste país tem estado tensa, e em meados de Janeiro foram retomadas as ofensivas.