O #Governo angolano reuniu-se com o presidente do mesmo país, José Eduardo dos Santos, para projectar os novos objectivos de forma a combater a descida do preço do petróleo. Motivo pelo qual as contas de Angola estão piores e a balança comercial ficou desequilibrada. Deste encontro saiu ainda a ideia de que "a renegociação da dívida começa a ser prioritária nos tempos actuais para que haja um futuro próspero". Segundo os últimos dados recolhidos junto do Ministério das Finanças, Angola estava a dever cerca de 1300 milhões de euros no final de 2013. 900 milhões eram dívida garantida pelo Estado, sendo que a restante dívida é proveniente do Estado angolano.

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Porém é esta última que está a descer, já que a dívida, onde está incluída a garantia, aumentou entre 2010 e 2012, fruto da queda do preço do petróleo devido à crise financeira.

A agência noticiosa angolana, a Angop, informa que os objectivos decretados deste encontro de Estado estipulam que a redução da despesa pública é fundamental bem como a manutenção do nível global dos preços. Controlar e manter as reservas internacionais líquidas ao nível que está actualmente é outra das ideias. "A estratégia aprovada nesta sessão ordinária apontou, também, para a manutenção dos recursos sociais que estão conjecturados no Orçamento Geral do Estado 2015. O controlo dos impostos vai ser uma realidade a partir de agora em Angola. Sendo que o seu aumento não está excluído até porque o crescimento económico está estável", pode ler-se no comunicado do governo angolano.

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"As actuações diplomáticas imprescindíveis para a comunidade internacional e organizações multilaterais vão ser conduzidas e bem controladas para que não tenham falhas". Desta forma, o governo do MPLA garante uma estratégia que não compromete os objectivos indicados no Plano Nacional de médio prazo entre 2013 e 2017", continua a comunicação. A aprovação do orçamento rectificativo foi encaminhada para a Assembleia Nacional, que o irá analisar. As exportações para Angola vão ser atingidas, dado que há novas quotas estabelecidas para a importação.

O ministro das Finanças, Armando Manuel, disse já depois do final da reunião do Conselho de Ministros, que as quebras nas receitas petrolíferas vão ser compensadas pelo corte na despesa acrescentando que não vai haver qualquer tipo de alterações nos ordenados praticados na função pública. Acrescente-se ainda que o actual OGE foi preparado com o preço do barril a rondar os 70 euros, sendo que agora o preço cifra-se em pouco mais de 40. Este novo orçamento está a ser elaborado com um preço de 35 euros por barril, o que perspectiva uma receita avaliada em cerca de 13,000 milhões de euros.