Esta noite, num acidente certamente caricato, um veículo ligeiro embateu contra um Airbus da companhia aérea Saudi Arabian Airlines, enquanto este transitava pela placa do Aeroporto Internacional Rei Abdulaziz, em Jedá, Arábia Saudita. O veículo, um Peugeot, foi esmagado debaixo do motor direito do avião de 60 toneladas, ficando completamente destruído. A tripulação apercebeu-se do incidente e a aeronave foi imobilizada. Surpreendentemente, o ocupante do veículo sobreviveu com apenas alguns ferimentos ligeiros, não obstante o impressionante aparato. Já o Airbus sofreu danos leves na carnagem do motor, que serão reparados rapidamente. Todo o episódio se deu enquanto a aeronave se deslocava para a zona dos hangares, onde iria ser sujeita a uma manutenção de rotina.

Publicidade
Publicidade

É um incidente certamente menor, e que pouca importância teria se não fosse o caricato aparato, e o facto de que há apenas uns dias se havia dado um outro episódio em que uma aeronave da Korean Air, com 145 pessoas a bordo, descolara após ter embatido contra outro aparelho ao transitar pela pista. Apesar dos estragos, o Airbus A330 conseguiu regressar ao aeroporto de Yangon, em Myanmar, sem que se registassem quaisquer feridos. No mundo interligado da atualidade, mesmo tais instâncias não são ignoradas, sobretudo no rescaldo dos desastres aéreos dos últimos 12 meses.

O ano de 2014 foi catastrófico para a aviação comercial, com três acidentes aéreos de grande importância mediática, que incluem as duas perdas da Malaysian Airlines, com um avião abatido durante o conflito ucraniano, que agora começa a arrefecer, e um outro desaparecido no Sul do Índico.

Publicidade

A fama das companhias aéreas asiáticas ficou manchada, o que se torna especialmente problemático no contexto económico terrivelmente competitivo em que as mesmas trabalham. Com o início de 2015 esperava-se que tais incidentes ficassem para trás, e que o crescente mercado das transportadoras aéreas dessa região do mundo pudesse continuar a desenvolver-se sem mais manchas na sua popularidade.

Mas o público continua atento. É interessante observar que as duas companhias envolvidas nos incidentes mais recentes, a Saudi Arabian Airlines e a Korean Air, são consideradas bastante seguras, e certamente que não desejam este tipo de atenção. Por fim, convém também observar-se que incidentes como o desta noite não são especialmente comuns, apesar de menos raros do que normalmente se assume, e que em caso de choques no solo as aeronaves normalmente são esvaziadas e revistas para avaliar e reparar estragos.