O Estado Islâmico (EI) tem o seu próprio livro de receitas, destinado às mulheres dos militantes. A obra incluiu receitas para lanches ricos em calorias, como panquecas, para aumentar "o poder e a força" dos guerrilheiros. A organização terrorista lançou também um guia para ajudar as jovens mães a criar uma criança Mujahidin. "Não esperem até que elas tenham sete anos para começarem, porque pode ser demasiado tarde", refere o texto.

O governo australiano está a procurar formas de combater a propaganda do Estado Islâmico depois de um relatório ter revelado que os grupos terroristas como o EI estão a usar "mensagens com alvos muito bem definidos para apelar a audiências vulneráveis".

Publicidade
Publicidade

O documento dá como exemplo uma receita de panquecas divulgada pelo Estado Islâmico, "preparada para alimentar os jihadistas após um duro dia de combates".

Uma tradução da receita publicada no site diz que as panquecas são rápidas e fáceis de preparar e ficam melhores se forem comidas com mel. "Podem alimentar um Mujahidin (combatente) antes de sair para a frente de combate e aumentar a sua energia e poder". Ovos, açúcar, óleo, sal, leite e farinha são os ingredientes mencionados. O livro de receitas foi publicado pela Fundação Zora, um ramo do EI que tem como objectivo recrutar mulheres para a causa e ensiná-las a serem "boas donas de casa". O seu lema é "preparar para a honra da jihad" e tem atraído milhares de seguidores até agora.

O EI proíbe estritamente a participação das mulheres no combate, pelo que os vídeos de propaganda se centram na maneira como elas podem ajudar, através do "manual do trabalho feminino".

Publicidade

Entre as tarefas consideradas indicadas para as mulheres está a produção de apresentações e vídeos, num esforço para aumentar a propaganda feita pelo grupo. Não se sabe ao certo quantas mulheres se alistaram no EI, mas é comum que os homens que aderem ao movimento levem as suas mulheres com eles. Existem duas brigadas de mulheres no bastião do Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, incluindo a al-Khanssaa, que se crê ser liderada por Aqsa Mahmood, uma britânica de apenas 20 anos. A brigada, cuja tarefa é patrulhar as ruas de Raqqa, assegurando o cumprimento da estrita Lei Sharia, terá cerca de 60 radicais vindas do Reino Unido.

O primeiro-ministro Tony Abbott detalhou estas manobras do grupo terrorista durante um discurso no quartel central da polícia federal australiana, em Camberra. O governo federal procura combater este tipo de propaganda. O governante anunciou segunda-feira que muitos australianos que se alistaram no Estado Islâmico vão perder a nacionalidade. Mais de 30 australianos já regressaram ao país depois de terem combatido pelo EI.

Publicidade

O governo está ainda a estudar a possibilidade de retirar alguns direitos aos jihadistas que têm apenas a nacionalidade australiana. Essas medidas poderão incluir a restrição no acesso a prestações sociais e a apoio consular ou mesmo o impedimento de saírem ou regressarem à Austrália. "O culto da morte islamita declarou guerra ao mundo. Não podemos permitir que más pessoas usem a nossa boa natureza contra nós", declarou Abbott. #Terrorismo