Foi encontrado o corpo de uma mulher, dias depois de ter sido dada como desaparecida pela família. O seu assassinato provocou indignação, já que muitos veem este acto como um reflexo de uma tendência crescente de violência contra as mulheres no país. A polícia já prendeu três suspeitos pelo assassinato da mulher, Ozgecan Aslan, vinte anos de idade. O seu corpo foi encontrado no distrito de Tarso, no sul do país, dias depois de ter sido dado como desaparecido. O governo prometeu que irá punir os suspeitos e tomar medidas assertivas de forma a evitar incidentes semelhantes no futuro contra as mulheres.

Aslan tornou-se um símbolo, uma voz contra o presidente Recep Tayyip Erdoğan e o seu governo, acusados de não fazerem o suficiente para garantir a segurança das mulheres num país que é considerado já bastante conservador. De acordo com relatos iniciais, acredita-se que Aslan foi agredida sexualmente, tendo lutado contra o agressor, sem sucesso. Pensa-se que terá sido morta pelo motorista do autocarro, onde se encontrava a caminho de casa. #Justiça

Segundo um comunicado, feito pela polícia de Mersin, a estudante universitária foi encontrada coberta de gasolina, queimada e abandonada perto de um cemitério. O funeral foi realizado na sua cidade natal, no sábado passado, enquanto dezenas de pessoas se manifestaram em Ancara e Istambul. Os manifestantes gritavam "Nunca mais vais andar sozinha" e "Vamos colocar um fim aos homicídios femininos", enquanto o funeral da jovem decorria.


Os manifestantes carregavam imagens de Aslan, bem como banners, prometendo revolta até que estes incidentes tivessem um fim. Alguns gritavam: "Estamos aqui hoje revoltados e vamos continuar até que esta pare". Muitas pessoas expressaram também a sua indignação no Twitter, onde a hashtag #OzgecanAslan continua a ser usada por centenas de pessoas a cada hora. Uma petição na Internet, que pede às instituições turcas para assumirem a responsabilidade por ataques semelhantes ao de Aslan, já recebeu mais de 600 mil assinaturas.