Um mês depois dos atentados de Paris ao Charlie Hebdo, a Europa volta a ser palco de novos ataques terroristas, desta vez o país afetado foi a Dinamarca. As autoridades acreditam que os dois atentados terão sido da responsabilidade de apenas um indivíduo. A identidade do suspeito ainda não foi identificada, sabe-se apenas que se trata de um homem entre vinte e cinco e trinta anos, de porte atlético e com aparência árabe. O suspeito foi morto esta madrugada depois de a polícia ter montado um cerco para capturar o autor dos disparos.

Pouco passava da meia-noite quando aconteceu o primeiro ataque terrorista: um homem armado abriu fogo junto à principal sinagoga da cidade, onde decorria uma conferência sobre "Islão e a liberdade de expressão".

Publicidade
Publicidade

Este atentado fez uma vítima mortal e dois polícias ficaram com ferimentos graves. No segundo ataque, que aconteceu horas depois do primeiro, dezenas de tiros foram disparados com uma arma automática que provocou a morte de uma pessoa e ferimentos em três agentes da polícia.

Entre a comunidade judaica a reação foi de medo, até porque os alvos destas ações terroristas foram os mesmos dos recentes ataques em França. Para esta comunidade, este atentado veio instalar, ainda mais, o terror e veio trazer mais insegurança, numa Europa "que vive com medo que estes atentados se propaguem".

As autoridades acreditam que o autor dos disparos queria imitar os atentados de Paris. A polícia já efectuou buscas à casa onde o suspeito abatido vivia e esta encontra-se protegida por um forte dispositivo de segurança.

Publicidade

A presença da polícia é também visível em vários pontos da cidade. A chefe do Governo da Dinamarca já anunciou que o país não vai ceder ao terror. Para Helle Thorning-Schmidt, Primeira- ministra da Dinamarca, não se trata de uma batalha entre o Islão e o Ocidente, nem uma batalha entre muçulmanos e não muçulmanos, é sim uma batalha contra a opressão e a favor da liberdade de expressão do indivíduo. A primeira-ministra deixou ainda palavras de apoio à comunidade judaica no país. #Religião #Terrorismo