O Boko Haram lançou, na última madrugada (Domingo) um ataque à cidade de Maiduguri, capital da província de Borno, no nordeste da Nigéria. De acordo com a France Presse, o ataque começou às 3 horas da manhã (2 horas em Lisboa). O exército nigeriano, presente no local, opôs-se aos rebeldes islamitas, com a ajuda de "milicianos." O Boko Haram já havia tentado um ataque contra esta cidade, a maior da região e um importante ponto estratégico para o domínio da mesma, na semana passada. De acordo com a Wikipedia, Maiduguri tem cerca de 1 milhão e 200 mil habitantes.


Segundo especialistas citados pelo Diário de Notícias, o Boko Haram pretende tomar a cidade antes das eleições legislativas nigerianas, que se vão realizar dentro de 2 semanas, a 14 de Fevereiro. Relatos apontam que se tornou impossível aos habitantes dormir com o barulho dos combates e que o ambiente é de grande tensão. O Daily Post, jornal nigeriano, dá o testemunho de um estudante, Isola Taiwo, que aponta ter acordado às 5h da manhã, uma vez que o Boko Haram estava a tentar entrar pela zona norte da cidade, na zona onde se situa a sua Universidade. O estudante aponta que ouviu o som de aviões caça da Força Aérea da Nigéria, além do ruído de tanques e canhões, e que os cristãos estão a ser aconselhados a permanecer em casa. Os habitantes receiam, naturalmente, o cenário de terror que os militantes liderados por Abubakar Shekau têm espalhado na região.


O Boko Haram prossegue as suas ofensivas militares e os governos da região, em especial a Nigéria que é o país mais atingido - e é também a potência regional da África Ocidental - estão para já longe de conseguir derrotar esta ameaça. A comunidade internacional, quer do ponto de vista da sociedade civil quer pela ONU, não se mostrou até agora disponível para empenhar meios militares para auxiliar o governo da Nigéria. Com efeito, poucos dias depois de o Blasting News ter sugerido a medida, a ONU lançou um apelo aos governos da África central para que se mostrem mais empenhados e comprometidos - com tropas no terreno - para conter o Boko Haram. E de acordo com o ABC News, a União Africana decidiu ontem o envio de 7500 soldados para a região, num encontro realizado na capital etíope Adis Abeba.