Mais sangue em Donetsk, no Leste da Ucrânia. Um hospital foi bombardeado esta quarta-feira, dia quatro de Fevereiro. Quatro civis morreram (três no exterior e um no interior do edifício) tendo ainda ficado mais de uma dezena com ferimentos, em consequência do ataque. Um cenário cada vez mais comum neste conflito sangrento entre o exército ucraniano e os rebeldes pró-russos pelas zonas de Lugansk e de Donetsk, junto ao território russo.

Episódios como estes começam a ser repetitivos no Leste da Ucrânia, todavia os corpos de pessoas no chão chamam a atenção para uma catástrofe humanitária. São mais vidas a juntar às mais de 5 mil que esta guerra já provocou desde Abril de 2014.

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Até ao momento, este ataque não foi alvo de investigação por quaisquer entidades, continuando a cidade à mercê dos russos. Todavia, na capital ucraniana, Kiev, o governo atribuiu a responsabilidade do ataque aos rebeldes. Em contrapartida, os pró-russos negaram a acusação.

Um conflito negro

Depois do cessar-fogo, de Outubro a Dezembro, os ataques em zonas residenciais já provocaram, desde então, a morte de 341 pessoas (71 mulheres e seis crianças). Só nas últimas horas foram registadas 12 mortes, oito de civis e quatro de soldados ucranianos. Ao que tudo indica, ambos os lados do conflito estão continuadamente a colocar em perigo a vida das pessoas em áreas habitadas, inclusive, em sítios onde existem escolas em funcionamento.

A cidade de Debaltseve, a 50 quilómetros de Donetsk (uma área estratégica devido ao entroncamento ferroviário), poderá ser a próxima a cair nas mãos dos russos.

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Na última semana, os rebeldes russos apoderaram-se de Vulhlehirsk, fundamental para a conquista de Debaltseve.

Face à magnitude do conflito nos últimos tempos, a União Europeia tem apelado a uma pausa nos confrontos durante pelo menos três dias, para que os civis possam sair em segurança da cidade. Suspeita-se que dos 25 mil habitantes iniciais já só restem 7 mil. As conversações de paz têm sido nulas, com ambos a culparem o prolongamento do conflito.