A estrutura, que acolhe também o festival "Arirang" foi encerrada em 2014 para obras de remodelação e reabre este ano, como avança a SIC Notícias. Situado em Pyongyang, a capital e a maior cidade daquele país, localizada nas margens do rio Taedong e com cerca de 3,3 milhões de habitantes, o estádio reabre este ano, apesar de ainda não ter sido divulgada a data oficial. Quem o garante é a agência de viagens Koryo Tours.

O estádio, que começou a ser construído em 1980 e foi inaugurado em 1989, tem capacidade para 150 mil espectadores. O seu nome é inspirado no da ilha onde foi construído e no Dia Internacional do Trabalhador, tendo sido inaugurado a 1 de Maio. Tem 22,500 mil metros quadrados e 60 metros de altura, que albergam 8 andares. A cobertura é feita com 16 arcos e lembra uma magnólia. Possui ainda 80 saídas, 10 elevadores e equipamentos como um pavilhão, piscina coberta, pista de atletismo, salas e saunas.

No entanto, e por estar num país fechado e sem tradição no futebol, a estrutura recebe poucos eventos. Acolhe os jogos da seleção norte-coreana de futebol e, apesar de ser um estádio de futebol, o evento que o deixa com a lotação esgotada não passa por este desporto, mas antes por um festival de coreografias de mosaicos humanos, coordenados por milhares de pessoas. O festival de massas "Arirang", ou Festival do Sol, agrega coreografias de acrobacias e danças sincronizadas, efeitos de luz e fogo de artifício.

Segundo O Observador, este festival, que se iniciou em 2002 para assinalar os 90 anos do nascimento do fundador norte-coreano, Kim Il-sung, que foi líder daquele país desde a sua fundação em 1948, é conhecido como a maior representação de ginástica do mundo, mas não se vai realizar em 2015 pelo segundo ano consecutivo. As razões não foram divulgadas. Esta comunicação gerou alguma surpresa perante os fãs do evento, dado que este ano se comemoram 70 anos desde o fim da ocupação japonesa naquele país. Comemoram-se ainda os 70 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte.

O 1º de Maio Rungrado é também conhecido como um monumento arquitetónico ao comunismo, tendo sido palco de execuções de generais do exército norte-coreano que tentaram matar o líder Kim Jong-il, filho de Kim Il-sung.